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Cunhada de Diogo Jota chora no funeral do irmão do jogador
Foto: Victor Sousa/Movephoto
Cunhada de Diogo Jota chora no funeral do irmão do jogador
Foto: Paulo Calado
Irmãos Diogo Jota e André Silva morrem juntos após ligação eterna
André Silva, irmão de Diogo Jota, também morreu no acidente em Zamora, Espanha
Foto: carlos gonçalves
André Silva, irmão de Diogo Jota, morreu num acidente de carro em Zamora, Espanha
Foto: Victor Sousa/Movephoto
Cerimónia fúnebre de André Silva e Diogo Jota, atletas sepultados junto à família

Estrelas A história de amor que ninguém conhecia de Paula e André Silva, o irmão de Diogo Jota

24 de Maio de 2026 às 21:12
Conhceram-se em 2017, começaram a namorar pouco depois e nunca se separaram. Enfrentaram tormentas, alegrias e tinham sonhos, muitos sonhos por concretizar. Só uma tragédia os separou. Este é um capítulo da vida do irmão de Diogo Jota que até agora permanecia em segredo

Naquela madrugada de 3 de julho não foi apenas a vida de Rute Cardoso e dos pais de Diogo Jota e André Silva que mudou. Também a de Paula Trigo, enfermeira e namorada do irmão do craque da seleção nacional ficou em suspenso. Até à data, muito pouco se sabia sobre a ligação deste casal, que terminou da forma mais difícil. E é no livro ‘Diogo Jota – Nunca Mais é Muito Tempo’ que a cunhada de Diogo Jota fala pela primeira vez sobre a relação que tinha com o grande amor da sua vida.

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Tanto um como o outro nasceram em 2000, mas conheceram-se somente em 2017, no pós Europeu que Portugal acabou por ganhar. Até então, Paula, estudante e com sonho de seguir uma carreira ligada à enfermagem, nunca tinha ligado ao desporto-rei. Mas, ao trocar as primeiras impressões com André Silva, por intermédio de um amigo comum, tudo mudou. Este romance, contudo, não teve um início fácil.

Por essa altura, o irmão de Diogo Jota vivia dias difíceis. Estava a recuperar de uma lesão grave. Começaram a aproximar-se e foi Paula quem nunca o largou em momento algum. O namoro viria a começar oficialmente em meados de dezembro de 2018, depois de algum tempo a perceberem o que iria existir entre eles. Foi uma paixão avassaladora e partilharam sempre as vitórias... e algumas derrotas que foram tendo no seu percurso.

Eram os melhores amigos e cúmplices em todos os momentos. Na alegria e na tristeza, como tantas vezes se diz. Nunca se largavam. Chegaram a viver juntos na casa dos pais de Paula na Maia, até que em 2024 arranjaram o primeiro ninho de amor e mudaram-se para Penafiel. Viviam a escassos minutos do Santuário do Sameiro, um dos monumentos mais emblemáticos daquela zona.

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Falaram muitas vezes em construir família e trocar alianças. Com uma particularidade. André Silva foi sempre um homem muito ligado à fé, que praticava com devoção desde criança, e lia a Bíblia todas as noites. “Muitas vezes até discutíamos ideias sobre religião”, conta a enfermeira nesta obra literária, garantindo que isso nunca foi motivo para discórdia. “Ele falava em casar comigo e organizar o futuro”, acrescenta, garantindo que o namorado queria subir ao altar antes de aumentar a família. Na sua memória ficará para sempre um passeio que deram pela cidade “a imaginar o futuro.”

André cedo percebeu que talvez nunca conseguisse atingir o patamar no futebol profissional que o irmão alcançou. Mas isso não o incomodava. Aliás, o filho mais novo de Joaquim e Isabel Silva logo começou a preparar outra carreira paralela. Enquanto jogava no Penafiel, estava a terminar um mestrado. “Ele era consciente de que o futebol não duraria para sempre. Queria garantir a segurança para o amanhã”, ressalva Paula.

Todos estes sonhos foram brutalmente interrompidos naquela madrugada de 3 de julho. Um dia carregado de simbolismo, até porque era a data em que celebravam “sete anos e sete meses juntos.” “Nessa noite, à 1h44 estava na nossa casa de Penafiel e, do nada, a Rute ligou-me a perguntar se sabia alguma coisa do André, se tinha falado com ele há pouco tempo”, recorda a enfermeira, que logo ficou em pânico e tentou falar com o namorado. Sem sucesso. Até que Rute Cardoso lhe enviou uma mensagem a pedir-lhe para ir ter com ela à casa da irmã, onde se encontrava. Só que Paula não tinha carro e teve de ser o cunhado de Rute, Nuno, a ir buscá-la. Mal entrou no veículo, perguntou o que acontecera e foi aí que ficou a saber da morte.

De então para cá, Paula tenta reerguer-se e seguir com a sua vida, embora seja difícil pensá-la sem o homem com quem partilhou sete anos e viveu momentos tão especiais e que amará até ao resto dos seus dias.

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