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Afonso Leitão

Estrelas Afonso Leitão recorda dura infância marcada pela violência doméstica que o afastou para sempre do pai

06 de Outubro de 2026 às 15:09
Ex-militar revelou novos detalhes sobre as suas origens e a sua relação com a família

Afonso Leitão, ex-concorrente da 'Casa dos Segredos', recordou, no podcast 'Conversas de Elite', a sua infância longe do pai, tendo sido criado pela mãe, os avós e, mais tarde, o padrasto. Contudo, para ele, a grande figura na família, aquele que é o seu exemplo, acabou por ser o irmão mais velho. "É como se fosse o meu ídolo", explicava o ex-militar, acrescentando: "Aliás, espero ser metade do que ele é".

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Recorde-se que Afonso Leitão teve uma infância conturbada que o marca até hoje. "A minha mãe era vitima de violência doméstica. E chegou sobrou para mim e para o meu irmão essas agressões", contava, sem mágoa, mas recordando aquela fase com dor. A situação agravou-se o suficiente para a progenitora do militar sair de casa com os filhos. Mas o drama não ficou ali logo resolvido, pois o pai do rapaz queria continuar a ter acesso aos filhos.

"A situação esteve muito tempo em tribunal. Houve uma altura, o meu irmão já era maior, e fui sozinho a tribunal e comecei a ter de lhe fazer visitas, numa instituição com uma assistente social e uma psicóloga. E eu não queria. Fui lá duas vezes", recorda essa fase.

Acabaria por ser a mãe de Afonso que teria a sua guarda, tendo o militar deixado inclusive de ver o pai. "Não o vejo há anos", diz. "Nem tenho intenções. Já lhe tive muito ódio guardado em mim e não sou uma pessoa rancorosa... tive de enfrentar psicólogos, psiquiatras, quer na escola quer no hospital... foi chato. Tudo por causa dele. Mas não guardo rancor", continua Afonso Leitão, que diz que não sabia o que fazer se o visse hoje na rua: "Não lhe diria nada. Não tenho nada para lhe dizer."

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Talvez por isso, por tudo o que passaram, o irmão mais velho tenha tanta importância para si, como relata: "Nos estávamos sempre juntos, a crescer. E ele acabou para mim para ser a figura paternal. Foi a minha inspiração. Tanto é que tudo o que ele queria fazer eu fazia. Foi para estar com ele que eu deixei o ballet. Ele jogava à bola, eu também queria e então... a verdade é que o meu irmão, que é cinco anos mais velho que eu nunca me deixou faltar nada. Dividíamos tudo. E eu agora tento fazer isso pelo meu sobrinho Benjamim."

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