Casados à Primeira Vista As mágoas de Diogo Alexandre: da infância complicada ao corte de relações com o pai, e até uma ida à esquadra
Diogo Alexandre esteve no programa ‘Júlia’, da SIC, e revelou como as discussões dos pais o marcaram e o fizeram isolar-se. O conflito fez parte da sua vida quando era mais novo e os progenitores do participante de ‘Casados à Primeira Vista’ acabaram por se divorciar.
A mãe, enfermeira, nunca se esqueceu de si, o filho, nem desistiu do marido, mesmo depois da separação. E é por isso que Diogo Alexandre diz que ela é a sua maior referência. "Eles acabaram por se separar e a minha mãe, ainda assim, não desistiu de o proteger. Quando meu pai teve um cancro da próstata, a minha mãe nunca o abandonou, esteve sempre ao lado dele”, partilhou.
O marido de Carla Barradas confessou a Júlia Pinheiro que, após o divórcio dos pais, cortou relações com o progenitor, polícia de profissão, durante bastante tempo. “Abanou um bocadinho, principalmente porque foi um divórcio litigioso e porque nos separámos um pouco. Apoiei-me muito mais na minha mãe, fiquei três anos sem falar com o meu pai, e foquei-me muito na união que tinha com a minha mãe", revelou.
Seguiram-se os “bastantes disparates” feitos na infância e adolescência. Foi nesta parte da conversa que Diogo Alexandre contou que foi levado para a esquadra. “Tinha os meus 16 anos. Dava-me com rapazitos mais velhos, já tinham carta, e nós íamos às vezes apanhar fruta. Nem era entrar em coisas privadas, mas sabíamos que havia uma figueira mesmo a céu aberto, íamos lá, apanhávamos os figos, as nêsperas... Entretanto, já estávamos a chegar a casa, à noite, e eu vi um carro abandonado. Havia indícios de que eram toxicodependentes e eu sempre fui muito curioso de ver o que havia lá para dentro”, recordou o concorrente do programa da SIC.
"Suscitava-me muita curiosidade, queria perceber o que leva uma pessoa a ficar ali dentro de um carro abandonado. Só que tapei a cara, estava com vergonha que alguém me visse a ir lá ao carro abandonado. Não foi esperto, à noite... Claro que as pessoas que estavam à janela viram dois garotos, que não sabiam que eram garotos, com a cara tapada e chamaram a polícia. E fui identificado", continuou Diogo Alexandre.
O resultado não foi feliz, mas, ainda assim, a atitude do progenitor surpreendeu-o. “O meu pai teve de me ir buscar à esquadra, pai polícia... Mas ele aí demonstrou-me uma coisa que não demonstrava já há muitos anos, que foi empatia pelo filho. Viu que não fiz nada de grave, teve de me ir buscar à esquadra aquelas horas que é vergonhoso, mas ao mesmo teve compaixão. Deu-me uma descasca, como se costuma dizer, mas não foi muito além do que já tinha ido quando era muito mais novo. Aprendeu”, partilhou.
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