Estrelas Bárbara Bandeira recusou projetos no estrangeiro após cantar com os Coldplay e o motivo não deixa ninguém indiferente: a história que a artista nunca contou
Há momentos em que dizer “não” pode ser mais difícil do que dizer “sim”. Sobretudo quando esse “sim” vem acompanhado de grandes contratos, oportunidades internacionais e a promessa de uma carreira muito maior. No entanto, para Bárbara Bandeira, de 25 anos de idade, o sucesso não se mede apenas pelo tamanho de um contrato. Em 2023, quando abriu os concertos dos Coldplay em Coimbra, a artista recebeu várias propostas internacionais que poderiam representar um salto significativo na sua carreira.
Foi na 'Grande Entrevista', da RTP, que a cantora fez esta revelação inédita. "Depois dos Coldplay tive várias propostas internacionais, de contratos, de labels internacionais, que tinham algumas condições que eu não quis aceitar na altura", começou por referir, ela que disse "não" por um motivo muito especial. "Uma delas era que tinha que cantar noutras línguas, tinha que fazer coisas que muito sinceramente neste momento não me apetece", justifica.
Mulher decidida, nesta fase do seu percurso, Bárbara Bandeira não pensa em cantar noutras línguas. "Talvez depois deste projeto, do Lusa [o seu novo álbum, dividido em vários atos], possa fazer mais sentido, mas não faria sentido fazê-lo sem ter existido o Lusa primeiro. O Lusa é uma celebração daquilo que eu sou", insiste. E, mesmo tendo tudo bem pensado na sua cabeça, não fecha as portas a uma mudança de pensamento.
"Talvez daqui a 10 anos, vai me dar na cabeça e eu vou cantar em inglês e em espanhol. Mas neste momento, por mais ambicioso que seja, aquilo que quero fazer é levar a música cantada em português a sítios em que ela não está. É isso que me move. Se fosse cantar em inglês agora, talvez não tivesse tanta graça", prossegue.
Internacionalizar a sua carreira é, de resto, algo a que não fecha as portas, mas com algumas condições. "Por mais estranho que pareça, a minha ambição vai até onde a minha paz permite”, defende, dando como exemplo uma potencial chegada ao Brasil, até porque tem origens em terras de Vera Cruz [a mãe, Siara Holanda, é brasileira]. “Quando penso em expandir a minha carreira para o Brasil. Costumo dizer que se conseguir dez ou 12 milhões de pessoas no Brasil, para o Brasil não é nada, para mim é o dobro do meu país", afirma.
A ideia, contudo, não passa necessariamente por abandonar Portugal. Bárbara Bandeira imagina uma carreira internacional que possa coexistir com a vida que construiu no seu país. “Se puder durante alguns meses ir ao Brasil fazer alguns concertos e voltar, mas manter a minha paz, porque gosto muito de viver cá, gosto muito de Portugal no geral.” A ambição, neste caso, não é mudar-se para o estrangeiro. É conseguir ir e voltar. É crescer sem deixar para trás o lugar onde se sente em casa.
Últimas
Pode gostar de ler...
Mais Lidas