Fora de Campo Uma vida de polémicas dentro e fora de campo: como Durán ultrapassou todos os escândalos até brilhar no Benfica
Com apenas 22 anos, Jhon Durán é uma das grandes esperanças dos adeptos do Benfica para a presente temporada. O craque colombiano foi contratado para reforçar a equipa de Marco Silva e tem nos pés a missão de marcar muitos golos e ajudar o clube a conquistar vitórias. Mas a verdade é que carrega uma história nem sempre fácil e que já o levou a ser notícia por motivos menos bons. E não foi só por conduzir uma mota sem capacete ou por dar muitas festas em casa e gerar queixas dos vizinhos. Há muitas mais polémicas, também elas vividas dentro do campo, ao longo da sua ainda curta mas intensa carreira.
Em 2020, pouco depois de iniciar o seu percurso no Envigado, no seu país natal, chegou a ser eleito pelo 'The Guardian' como um dos 60 jovens jogadores mais talentosos do mundo. Passou pelo Chicago Fire e foi ao chegar à Europa que tudo mudou.
Em 2023, Durán rumou até Inglaterra para representar o Aston Villa e esteve envolvido em algumas polémicas, como chegar atrasado aos treinos e queixar-se de lesões não confirmadas pelos exames médicos, por exemplo. Aliás, durante um jogo contra o Newcastle, recebeu um cartão vermelho direto após ter pisado Fabian Schar e, apesar de o clube inglês tentar recorrer, o ponta-de-lança foi suspenso por três jogos.
Na mesma altura, o jornal 'Daily Mail' chegou a revelar que Durán teve de pagar uma indemnização de 17,6 mil euros ao senhorio devido aos danos que deixou na casa onde residia. Mais uma vez, o clube não ficou quieto e abriu um processo disciplinar contra o atleta. O antigo avançado do Aston Villa Gabriel Agbonlahor, ao comentar a passagem de Jhon Durán pelo clube, usou palavras muito duras: “Parece que todos os treinadores que o têm querem livrar-se dele. Se o queria de volta ao Aston Villa? Não. Ele provocou vários problemas no balneário”, disse.
Para além de tudo isto, o craque também foi apontado pela imprensa como uma dor de cabeça para a seleção colombiana. Em 2024, quando foi convocado para a Copa América, só jogou por uma ocasião e foi depois remetido ao banco. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Carlos Antonio Velez, tudo aconteceu porque Durán "não cumpriu com a disciplina, nos últimos dias".
Entretanto, foi contratado pelo Al-Nassr em janeiro de 2025. Estava pronto para mudar a sua vida, mas, ao quarto jogo ao serviço do clube saudita, foi expulso por ter dado uma pancada na nuca a Abdulellah Al-Malki no final do jogo. Este episódio marcou o seu percurso e, seis meses depois, foi para o Fenerbahçe, na Turquia. E quando tudo parecia encaminhar-se... uma nova polémica! Quando marcou um golo num empate contra o Galatasaray, o seu festejo não foi visto com bons olhos. O jovem craque colocou as mãos nos genitais e recebeu uma queixa da Federação Turca de Futebol.
Estava mais uma vez marcado e viria a ter mesmo problemas com José Mourinho, à época treinador do clube turco. Em declarações aos jornalistas, o técnico foi implacável: "É desrespeitoso [não comparecer na pré-temporada]. Há regras claras aqui, e quem não as seguir sofrerá consequências. Conversaremos com Durán quando ele aparecer, se aparecer", disse o 'Special One'. O clima azedou e Durán saiu depois para o Zenit, na Rússia. Ao serviço do novo clube, logo no jogo de estreia, recebeu um cartão amarelo por fazer um mata-leão a Vítor Tormena. Depois de seis jogos, deixou o Zenit e justificou a sua saída por motivos pessoais, regressando à Colômbia e ficando durante algum tempo sem jogar. Agora tem uma grande oportunidade ao ingressar no Benfica e o próprio já disse que quer escrever um novo capítulo da sua história.
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