Big Brother Verão Aos 8 anos tomava antidepressivos, aos 14 foi violada e escondeu tudo: a arrepiante vida de Sara antes de entrar no Big Brother Verão
Aos 21 anos de idade, Sara Alves é uma das concorrentes mais novas deste 'Big Brother Verão'. Mas não é por ter pouco mais de duas décadas de vida que a sua história não é difícil. Pelo contrário. A candidata de Guimarães tem um percurso muito dramático e com episódios a que ninguém fica indiferente.
Com 6,7 anos de idade, andava nos primeiros anos do ensino básico, já era vítima de bullying. "Era mais gordinha, punham-me de parte, não tinha ninguém com quem brincar", começou por revelar na sua 'Curva da Vida'. A família chegou a mudá-la de escola, mas o caso ficou ainda mais grave. "Eu e outras três meninas éramos as excluídas da turma. Chamavam-me 'vaca, porca, gorda, nojenta, caixa de óculos'", lembrou. Numa primeira fase, escondeu o sofrimento da família, mas acabou por contar tudo aos pais e chegou muitas vezes a perguntar porque é que era "assim". Sara entrou numa espiral de sofrimento e, com apenas oito anos "já tomava antidepressivos." "Senti que me estava a matar", continuou. Até que procurou outro médico, deixou de tomar a medicação e reergueu-se.
Só que o sofrimento voltar a tomar conta dela, já em adolescente. Aos 12 anos, uma notícia caiu que nem uma bomba na família: a mãe descobriu que tinha um tumor cerebral. "Tinha de ser operada de urgência e estávamos com medo de que corresse mal a operação e de que não pudéssemos voltar a vê-la", confidenciou. Felizmente, tudo correu pelo melhor e a mãe recuperou e está bem.
Mas, com 14 anos de idade, Sara passou por um momento que marcou para sempre a sua trajetória. Foi violada. "Perdi a minha virgindade da pior maneira possível. Tinha ido a uma festa de anos e não correu como esperava", assumiu, acrescentando que "muitos homens deviam aprender a ouvir a palavra não e que o que se passa ali não foi só ali, acompanha-nos para a vida toda."
"Culpava-me a mim, porque meti em causa o meu 'não', que foi explícito"
Só que a concorrente do 'Big Brother Verão' viveu este pesadelo sozinha e não o partilhou com ninguém. "Sentia-me envergonhada", assumiu, explicando depois: "Culpava-me a mim, porque meti em causa o meu 'não', que foi explícito. Foi o medo da exposição, de chegar a casa e dizer o que aconteceu". Acabou por partilhar com os pais e recebeu todo o apoio.
Ainda hoje, por vezes, cruza-se com o homem que abusou sexualmente dela. "Quando me cruzo com a pessoa ou ouço histórias dela, sinto vergonha e penso 'como é que consegue andar de cabeça levantada depois do que me fez?'", rematou.