Estrelas Foi a musa de um dos seus grandes êxitos após uma paixão intensa, mas nunca mais se viram: quem é a mulher que marcou Jorge Palma e que o músico desejava reencontrar
Após o final do seu primeiro casamento com a mulher com quem se mudou para a Dinamarca, Jorge Palma teve uma grande paixão com uma mulher norte-americana, proveniente do estado da Geórgia, chamada Jeannie [ndr: aproximação com base na forma como o cantor diz o nome, podendo tratar-se de uma variação do mesmo].
"Conheci uma americana, com essa estive para casar. Ainda a trouxe a Portugal, viveu em Portugal comigo cinco meses, até que depois teve de ir para os Estados Unidos. Entretanto, fui conhecendo melhor outra pessoa, com quem depois fui me casar", explicou, no 'Alta Definição', da SIC.
Noutra entrevista, ao 'Sol', contou que foi por ela que voltou ao seu país: "Volto a Portugal para mostrar o país à minha namorada americana. Quando cheguei até tive vergonha. Estava há dois anos e tal em paris e viajava por toda a Europa. Chego num domingo à tarde a Santa Apolónia e aquilo era feioso."
"Levei-a logo para o Algarve, era o princípio do verão e ficámos bem. Depois regressámos a Lisboa e já não correu tão bem. Ela era vegetariana, não fumava, não bebia, não falava português e chateou-se. No Natal foi visitar a família, continuámos a namorar por telefone e por carta, mas apaixonei-me por outra pessoa", disse.
No entanto, apesar do fim da relação e do afastamento geográfico, a jovem não esqueceu os tempos passados com o cantor, como relatou, na continuação da história, desta vez no programa da SIC. "A Jeannie teve uma desilusão, devolveu-me algumas cartas, e ainda me mandou um ursinho de Berlim, quando nasceu o meu primeiro filho. Agora, gostava de saber do paradeiro dela, saber se está viva, se está bem, por onde é que anda?", questionou, em 2011.
De seguida, explicou a Daniel Oliveira que, pese as separações, não deixava de ser grato às pessoas com quem se relacionava: "Fica sempre alguma coisa. Basta uns meses largos de relação para ser para sempre."
Numa outra entrevista, desta feita à 'Prova Oral', relatou que foi para Jeannie que escreveu a primeira versão de 'Dá-me Lume', um dos seus grandes êxitos. "No tempo em que estava a viver em Paris, a tocar na rua, um período de que tenho saudades. Eu tive uma namorada americana e eu comecei a escrever essa canção em inglês para ela. As coisas mudaram, tudo evoluiu, e há uma altura em que estou em Portugal e acabei por pegar nessa música que não estava acabada sequer e escrever com um texto em português", explica.
Foi por essa altura, segundo disse ao 'Observador', que conseguiu publicar o seu terceiro álbum de originais, com temas escritos em vários países da Europa. "Mais uma vez, corro as capelinhas, os estúdios todos, para ver quem estava interessado em pagar a gravação de um disco. E na altura acho que a Valentim não estava nessa, nem a Polygram. Uma editora que pouco tempo depois desapareceria, uma coisa assim caseira, chamava-se Nova, alinhou em financiar-me, em pagar-me a gravação desse disco, 'Qualquer Coisa Pá Música'", relembrou.