Estrelas Passados 20 anos, João Kléber revela se os testes do 'Fiel ou Infiel' eram mesmo reais
Apesar de o formato ter durado apenas dois anos, entre 2005 e 2007, João Kléber escreveu o seu nome nas páginas da televisão portuguesa com o inesquecível 'Fiel ou Infiel', na TVI, adaptação do programa que já conduzia no Brasil, e que consistia na criação de cenários para testar a fidelidade de um elemento de um casal, com tudo a ser gravado – ainda regressaria em 2022 para o programa 'Teste de Fidelidade', mas o sucesso não foi o mesmo, e durou somente quatro episódios.
Passadas duas décadas, o apresentador brasileiro esteve no podcast 'Charla', em que desvendou alguns detalhes pouco conhecidos do público sobre a primeira passagem por solo português. Uma delas foi que a Endemol, produtra do programa, quis comprar o formato a João Kléber, que recusou.
"A Endemol lá em Portugal queria comprar o formato do 'Fiel ou Infiel', eu não vendi. Porque é assim: quando se vende o 'Big Brother', empurram para eles uma porrada de formato deles. Se é bom ou não é... mas para comprar o 'Big Brother', tem de se comprar os outros, então vão enfiando os formatos. Como a Fremantle faz a mesma coisa. Aprendi lá fora como se exportam os formatos", contou, deixando ainda uma característica dos portugueses: "Eles quando gostam, gostam."
De seguida, revelou quem eram os seus grandes compinchas quando viveu em Portugal, ele que, na altura, chegou acompanhado da então mulher Wanya Barros. "Tive grandes amigos de futebol. Quem me recebeu bem foi o Mozer. Depois tive um carinho muito grande até hoje pelo Anderson Polga, que jogava no Sporting, porque morávamos perto, todas as quintas-feiras íamos jantar juntos. Era com eles que ia sair todas as semanas. Também conhecia o Luisão, centralão do Benfica, e o Hulk eu conheci porque a Record Internacional pediu para fazer uma entrevista e ele recebeu-me muito bem", recorda.
E, na pergunta que muitas vezes era feita, João Kléber esclareceu se os testes de fidelidade que apresentava nos seus programas, em Portugal e no Brasil, eram mesmo reais. "Disse isso uma vez: 95% é real, 5% é produzido, e porquê? Porque precisávamos de ter programa e houve muito problema: ou o homem não passava no teste e dizia que não ia aparecer no palco, outro pedia muito dinheiro, outro dizia que ia e depois não ia, houve processo...", explicou.
"Então dissemos: vamos deixar garantido uma parte, se der problema, temos de meter no ar. Mas sim 95% era a valer mesmo. Parece 'bobagem', mas vou dizer: colocávamos teste de fidelidades com homem ou mulher fiel e não dava a mesma audiência. Então, quando estava a narrar, eu já sabia se tinha sido ou não, mas, mesmo com o 'VT' ali, dava a entender que podia ser infiel, para segurar a audiência", completou.