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Vangelis Pavlidis, casamento
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Pavlidis, jogador do Benfica, pede companheira em casamento num cenário romântico
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Pavlidis, jogador do Benfica, pede a companheira em casamento num cenário romântico
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Pavlidis, jogador do Benfica, pede companheira em casamento
8/18 - Foto : Rodrigo Antunes Pavlidis, jogador do Benfica, pede companheira em casamento
André Madeira com Pavlidis e Marianna Solkidou
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Vangelis Pavlidis, Marianna Solkidou
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Fora de Campo Passou pela natação, pelo andebol e quase foi camionista: a incrível vida de Pavlidis antes de se tornar goleador do Benfica e após fintar todas as dificuldades

17 de Agosto de 2026 às 17:40
Craque grego é um ídolo na Luz, já marcou dezenas de golos e até já se fala numa transferência para o estrangeiro, embora continue a querer suar com a camisola dos encarnados. Mas até chegar ao topo da carreira, teve que ultrapassar muitas dores... sempre com os grandes amores da sua vida a seu lado
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Tiago Henriques
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Vangelis Pavlidis, de 27 anos de idade, é hoje um ídolo no Benfica, clube ao qual chegou em 2024, tendo apontado desde então dezenas de golos que o tornaram indispensável ao clube da Luz. Numa altura em que o seu futuro profissional tem gerado muito falatório - com uma transferência para o estrangeiro a ocupar a ordem do dia - o craque grego continua a demonstrar toda a sua força e a querer ajudar os 'encarnados' a chegar o mais longe possível em todas as competições em que estão envolvidos.

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Se hoje Pavlidis é um jogador de topo, o seu percurso ímpar mostra que não há missões impossíveis e que o trabalho dá frutos. Cresceu em Kalamaria, a escassos quilómetros de Salónica, numa família trabalhadora, dona de uma empresa de transportes de comida e nunca passou por dificuldades financeiras. Aliás, já disse em diversas entrevistas que se não tivesse seguido uma carreira ligada ao desporto, hoje seria camionista neste negócio de família.

Mas antes de chegar ao futebol, teve de passar por muitos desafios. Com apenas cinco anos de idade descobriu problemas de crescimento nos pés e nos joelhos que levaram os progenitores a inscrevê-lo numa atividade desportiva. "Primeiro, fui para a natação. Depois comecei a jogar futebol e fiquei logo viciado. Não fiz mais nada de especial e as minhas pernas cresceram da melhor maneira”, disse numa entrevista ao jornal Het Parool, lembrando que à época, poucos acreditariam que chegaria ao topo. “Se tivessem dito ao meu pai, naquela altura, que eu me tornaria futebolista profissional, ele teria respondido que estavam loucos”, acrescentou.

Nem todos os dias jogou nas melhores condições, mas sempre com um objetivo bem definido: atingir o topo com muito, muito trabalho. "Jogava um parque ao lado da minha casa e não havia campo, nada. Colocávamos uma mochila para fazer de baliza e do outro lado havia apenas uma parede. Jogávamos lá com amigos e imaginávamos que estávamos a jogar na Liga dos Campeões ou outros grandes jogos, tal como todas as crianças", disse numa entrevista à BTV, lembrando que já nessa altura havia uma "emoção" que compara com a que sente hoje, embora o grau de exigência seja maior. "Lembro-me de jogar com amigos e de ter apenas a sensação de que queria ganhar ao meu melhor amigo. Como um miúdo que quer marcar golos e gozar com esse amigo, de o escolher para jogar contra ele. É essa sensação que se tinha quando se jogava naquela altura e, se compararmos com os dias de hoje, é uma grande diferença. Quando voltava para casa e estava com os joelhos esfolados. Era a única coisa que tinha na cabeça, a minha mãe a gritar comigo porque já estava cheio de sangue, porque não tínhamos um campo para jogar", prosseguiu.

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Contudo, não deixa de lembrar que "essa era a alegria que tínhamos naquela altura, não tínhamos mais nada em que pensar." "Apenas aproveitar a vida e jogar futebol com os amigos e não importava como terminava, mas é divertido lembrar-me desses dias porque eram especiais", garantiu. Pelo caminho, Pavlidis ainda chegou a jogar Andebol e um dos treinadores ainda insistiu que fizesse carreira neste desporto, mas a paixão pelo futebol falou mais alto e o destino estava traçado.

Com apenas 15 anos já dava nas vistas nas camadas jovens da seleção grega e teve várias propostas de clubes do seu país para seguir com a carreira. Todavia, a família queria que fosse viver para o estrangeiro para escapar à grave crise económica e política que marcou aquele ano de 2014 na Grécia. Foi então contratado pelo Bochum, na Alemanha e aos 16 anos assinou contrato. Por lá, viveu com uma família de acolhimento, enquanto continuava a estudar numa escola grega. Apanhava quatro comboios todos os dias para conjugar os estudos com o futebol, enquanto ainda andava a aprender alemão. Perante todas as dificuldades, nunca vergou. Na mente estava sempre o sonho de atingir o seu lugar ao sol. O clube passou a ser pequeno de mais para os seus sonhos e chegou ao Borussia de Dortmund em 2017, por empréstimo, ainda que para a equipa B. E foi onde viveu os dias mais difíceis do seu percurso. "Foi o único momento em que duvidei das minhas capacidades para me tornar profissional", disse numa outra entrevista. Regressou ao Bochum e, anos mais tarde, viria a aventurar-se numa viagem para os Países Baixos, onde jogou pelo Willem II, até que, em 2021 o AZ Alkmaar o contratou e, três anos depois, chegou ao Benfica.

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Pavlidis

Hoje, é uma glória em Portugal e as suas qualidades como jogador não passam indiferentes a ninguém. A nível pessoal está também realizado e este verão passou por mais um momento muito especial: casou-se com a companheira de uma década, Marianna Solkidou, numa cerimónia de sonho que decorreu na Igreja de Aria Paraskevi, em Nea Skioni. A mulher é o seu grande apoio e aquela que celebra todas as suas vitórias com um sentimento ainda mais especial.

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