Estrelas Tem a casa à venda, quer fazer um espetáculo sobre o que viveu no hospital e prepara regresso ao Taskmaster: os planos de Nuno Markl após o maior susto da sua vida
Aos 54 anos de idade, Nuno Markl está no "segundo ato" da sua vida. Foi assim que o humorista descreveu a sua nova vida após os dois AVC's que provocaram mudanças profundas. E, depois de seis meses internados, já regressou a casa e está cheio de ideias e com muita vontade de retomar projetos antigos.
Mas, agora, como o próprio confidenciou no 'Alta Definição', da SIC, tem que levar tudo com calma para não voltar a sofrer como no passado. "Estou a vender a minha casa, vem aí o filme, há a rádio, há hipótese de para o ano fazer o 'Taskmaster'. O que penso é como é que me vou organizar para fazer tudo o que fazia", desabafou em entrevista ao 'Alta Definição' deste sábado, 1 de agosto. Regressar ao formato da RTP1 é, de resto, um grande objetivo.
"Estou a pensar fazer um espetáculo sobre toda esta experiência, uma coisa confessional em que não tenha medo"
Para além de tudo isto, Nuno Markl tem ainda em mente fazer um espetáculo a falar sobre tudo o que passou nos últimos meses. "Estamos a falar sobre isso, a minha agente, a Anabela, está muito cuidadosa com tudo, quer que eu tenha calma, mas é algo em que estou a pensar", atirou, explicando em seguida aquilo que tem em mente. "Estou a pensar fazer um espetáculo sobre toda esta experiência, uma coisa confessional em que não tenha medo. Vou fazer rir, ok, mas se calhar vou ter momentos um bocado mais intimistas e mais contemplativos", acrescenta.
"Adorava fazer isso, uma espécie de palestra sobre esta odisseia que eu passei, que consegue ser muito enternecedora e divertida ao mesmo tempo", descreveu ainda. E há ainda uma vontade de se envolver mais com a Associação Portugal AVC, até porque quer partilhar a sua experiência e ouvir experiências de outras pessoas que também sobreviveram a AVC's. "Eles fazem palestras junto de pessoas que tiveram AVCs, de sobreviventes, claro que quero participar nisso, mas não quero só falar, quero ouvir pessoas, estou a aprender a viver com isto", descreve.
Sim, porque o processo de recuperação é contínuo e ainda tem muitas fases pela frente. "Isto não acontece e passa, torna-se uma coisa crónica, daí os medicamentos que vou ter que tomar para o resto da vida. Não é uma coisa que passa e fica lá para trás. Temos que estar todos uns para os outros", remata.