Novelas Troca de bebés, morte e uma paixão arrebatadora: tudo o que acontece na estreia de Destino Maior, a nova novela da SIC
É já esta segunda-feira, 14 de setembro, que se estreia ‘Destino Maior’, a nova novela da SIC. E o primeiro capítulo promete um grande turbilhão de emoções. A TV Guia conta-lhe já tudo o que vai poder ver.
No cortejo fluvial da Nossa Senhora dos Avieiros, Lúcia (Sara Barradas), grávida de 38 semanas, segue ao leme e reza em silêncio, a pedir coragem para proteger a filha. Ao ver Samuel (José Mata) à espera na margem, de cara fechada, encolhe-se de forma instintiva.
Já em terra, Celeste (Rita Blanco) tenta escapar-se do grupo para fugir a Palmira (Carla Maciel) mas é apanhada. De ar fechado, esta exige falar sobre o donativo, enquanto Celeste disfarça com um sorriso forçado perante os outros mas por dentro fica em pânico. Instantes depois, durante a procissão, Palmira pressiona Celeste pois sabe que ela mentiu sobre os 2 mil euros e ameaça contar tudo a David (Fernando Luís) e às suas enteadas. Celeste, aflita e encurralada, tenta ganhar tempo com desculpas.
Enquanto isto, Lúcia despede-se do tio e da irmã, e agradece-lhes por tudo. Elsa (Carolina Carvalho) desconfia de Samuel e da forma como ele trata a irmã mas David desvaloriza. O vilão segura a mulher pelo braço, enquanto esta se encolhe e o marido disfarça sendo carinhoso com ela e prometendo que vão construir uma vida nova.
Na oficina dos barcos, Lúcia prepara a sua fuga, deixa uma carta a Elsa a explicar que não aguenta mais o inferno que vive com Samuel e que vai para Faro. Contudo, o bandido surpreende-a, descobre a mochila e a carta e, transtornado, acusa-a de o querer deixar. Perante a recusa dela em ceder, Samuel esbofeteia-a com violência. Numa luta desesperada, Lúcia cai sobre um móvel e sofre uma pancada violenta na zona abdominal. Ainda assim, a rapariga consegue reunir forças para pegar numa faca, empunhá-la a Samuel e fugir.
Junto ao rio, Lúcia foge mas as dores e as contrações fazem-na parar e gritar por socorro a um carro da polícia, que passa. Samuel alcança-a e ameaça matá-la e à filha. Quando o carro da polícia regressa e os agentes saem de arma em punho, Samuel foge, com a faca na mão. Desesperado, ele atira a faca ao rio, enquanto o agente que o persegue hesita ao vê-la afundar-se mas retoma de imediato a perseguição.
Em terra, Alberto (Rui Santos) verifica a ferida de Lúcia, que está pálida e assustada. Ela diz-lhe que Samuel tentou matá-la e que a bebé está prestes a nascer. O polícia tenta tranquilizá-la e pede ambulância, pelo rádio. Desesperada, Lúcia grita com dores, enquanto Alberto, nervoso, vai tentando estancar o sangue da ferida que Samuel lhe fez no braço. O colega que foi à procura de Samuel regressa e avisa que perdeu o rasto ao bandido. Alberto pede-lhe que vá à procura de um médico, com urgência. Alberto tenta acalmar Lúcia que, cheia de dores, teme que o marido volte para a matar a ela e à filha.
Entretanto, o malvado, ensopado, entra na oficina vazia, troca de roupa com peças velhas de David que encontra ali e volta a sair. Em seguida, chega ao local onde está a mulher e pondera aproximar-se mas desiste quando vê o carro da polícia a regressar e afasta-se. O agente chega, com Helena (Sofia Alves), que se apressa a avaliar Lúcia e percebe que a zona abdominal está rígida. A médica, alarmada, sabe que vai ter de fazer o parto no local e começa a pedir ajuda aos agentes.
Em simultâneo, no hospital, Mariana (Bárbara Lourenço) está em cesariana de urgência, com a mãe ao seu lado. A bebé nasce com dificuldades respiratórias e é levada para reanimação. A pressão de Mariana cai e a equipa pede uma transfusão de sangue. Aida (Manuela Couto) é afastada, em desespero, enquanto a filha, num fio de voz, pede que chamem Eduardo (Diogo Amaral).
Junto ao rio, Helena conduz o parto de emergência, enquanto Alberto segura a mão de Lúcia. Entre dores e tonturas, a rapariga faz força e a bebé nasce, com um choro forte. Lúcia, exausta mas feliz, começa a desmaiar mal segura a filha ao colo. A ambulância chega e Helena segue com Lúcia.
No hospital, Aida fica em choque ao saber que a filha perdeu o útero pois era a única forma de lhe salvarem a vida. A bebé está estabilizada mas precisa de ajuda para respirar. A matriarca não podia ficar mais angustiada.
Entretanto, a ambulância avança pelos campos de tomate e entra em Vilatejo, em direção ao hospital. Lúcia, já inconsciente, é levada na maca. Helena informa a equipa do trauma abdominal e da provável rotura esplénica e entrega a bebé à equipa de pediatria. Celeste chega e gela ao ver a enteada passar. Na sala de espera, a madrasta de Lúcia, angustiada, senta-se junto de Aida, e conta-lhe o que aconteceu a Lúcia. Esta, em choque, revela que a filha perdeu o útero, depois do parto. Celeste é chamada à Neonatologia.
No berçário, a enfermeira entrega a bebé à madrasta de Lúcia, que se derrete ao vê-la, mas fica destroçada ao perceber que a situação da rapariga é muito grave. Celeste fala com a bebé e diz-lhe que nãos sabe o que fará, caso Lúcia não sobreviva. Enquanto isto, Samuel entra no hospital, disfarçado, e segue em direção à Neonatologia. Ao entrar, exige à madrasta da mulher que lhe dê a filha. Todavia, ela recusa-se a entregá-la e protege a bebé com todas as forças enquanto grita por socorro. Mal vê o segurança do hospital a aproximar-se, Samuel foge dali.
No bloco, Lúcia é operada de urgência, intubada e ligada a monitores, com a pressão arterial a descer de forma perigosa, enquanto a equipa tenta controlar a hemorragia. Alberto chega ao hospital, sem farda, com um peluche para a bebé, mas vê Samuel a fugir do segurança. Irritado, enfrenta-o e ainda leva um murro mas acaba por conseguir algemá-lo. Entretanto, a cirurgiã consegue controlar a hemorragia de Lúcia e suturar o baço embora avise que a paciente ainda não está fora de perigo pois perdeu muito sangue. A equipa respira de alívio.
Celeste continua em pânico com a bebé ao colo. Aida sai da Unidade Neonatal a chorar, pois acabou de saber que neta não resistiu. Ao ver a dor de Aida, a trafulha tem uma ideia e sugere trocarem as bebés pois, dessa forma, consegue protegê-la de ficar órfã de mãe e entregue a um pai violento e Aida pode tornar-se avó e dar uma vida boa àquela criança. Aida, ainda confusa, acaba por aceitar e as duas combinam manter segredo e convencer a enfermeira a colaborar.
Aida e Celeste confrontam a enfermeira e pedem-lhe que aceite a troca das bebés. Esta recusa, no início, mas acaba por ceder quando a madrasta de Lúcia lhe diz que a bebé vai ficar entregue a um pai abusivo e Aida se compromete a pagar, para sempre, o lar da sua mãe. Aliviadas, Aida e Celeste trocam um olhar cúmplice. Celeste avisa Aida que também terá de ser compensada. Em seguida, no quarto do hospital, Aida observa, à distância, Mariana feliz ao ver Eduardo com a bebé Matilde ao colo. Mariana olha derretida para o marido e para a filha.
Dois dias depois, a cirurgiã informa Celeste, David e Elsa de que Lúcia está finalmente fora de perigo. Elsa e David abraçam-se, aliviados e emocionados. A madrasta fica com um peso enorme, já a antever o que está para vir e o quão difícil será dizer à enteada que a bebé não sobreviveu.
Celeste vai ao palacete e, culpada, tenta desfazer a troca mas vê, de longe, Eduardo e Mariana felizes com a bebé, rodeados de objetos caros. Entretanto, recebe uma notificação de uma transferência de quinze mil euros e, perante a cena de felicidade da família e o dinheiro recebido, desiste e tenta convencer-se de que a bebé vai ser mais feliz ali.
No hospital, Lúcia acorda, ainda fraca, e pergunta de imediato pela filha. Perante o silêncio constrangido da família, ela insiste, cada vez mais aflita, até que David lhe diz que a bebé não sobreviveu. Lúcia entra em desespero total, grita, nega, tenta sair da cama para ir ver a filha e só se entrega à dor quando a irmã a abraça e confirma, entre lágrimas, que é verdade.
Dias depois, Lúcia, vestida de luto, atira margaridas brancas ao rio e chora em silêncio pela filha que julga morta.
No tribunal, perante Lúcia, Elsa, Celeste e David, a juíza lê a sentença e Samuel é considerado culpado de homicídio qualificado na forma tentada, agressão e posse de arma proibida. O bandido protesta e diz que a faca não era sua mas acaba por ser condenado a dezasseis anos e seis meses de prisão efetiva. Lúcia contém as lágrimas, com um misto de alívio e dor.
Em casa, Eduardo desenha a filha, ainda bebé, enquanto ela dorme; Mariana descobre um caderno cheio de desenhos que mostram Matilde a crescer ao longo dos anos. Já mais crescida, vemos a família feliz e Eduardo a brincar com a filha enquanto Vera (Sofia Ribeiro) os observa, com um ciúme mal disfarçado. Mariana repara no olhar da irmã e fica tensa.
Vera entra no quarto da irmã e de Eduardo, com um vestido sensual, mas é surpreendida por Mariana, que a confronta diretamente sobre o interesse que mostra pelo seu marido. As duas irmãs começam a discutir e Vera acaba por expulsar a irmã de casa prometendo que não vai permitir que Vera continue a interferir no seu casamento. A discussão segue para a escadaria e Vera, cheia de rancor, acusa Mariana de sempre a ter tratado mal. Mariana mantém-se firme e diz-lhe que nunca mais vai ver Eduardo. Num acesso de fúria, a vilã empurra-a com toda a força. Mariana cai pelas escadas, bate com a cabeça no mármore e fica estendida no chão, morta. Vera observa a cena do alto, serena e sem remorsos.
Dias depois, no funeral de Mariana, o cortejo avança em direção à campa, com toda a família de luto. Vera finge-se emocionada, junto de Aida, que chora contida. Num caminho paralelo, sem se cruzar com ninguém, Lúcia segue com um ramo de margaridas brancas. A rapariga limpa a campa da filha e deixa o ramo de margaridas, enquanto chora em silêncio.
Na oficina dos barcos, Lúcia repara o motor de um barco quando Elsa chega com mais uma carta de Samuel, que ela deita fora sem ler. Lúcia confessa à irmã que precisa de sair dali e conta que está a poupar dinheiro para partirem as duas para o Canadá. No meio da conversa, Elsa sente-se mal, com dores no braço e no peito, e acaba por cair.
Já no hospital, Elsa está internada. Lúcia dorme agitada ao lado, a sonhar com a filha. David acorda-a com carinho. Lúcia desabafa sobre a culpa que sente e diz que, se tivesse fugido mais cedo, talvez a filha ainda estivesse viva. O tio tenta tranquilizá-la e conta-lhe que Elsa tem uma miocardite viral, provavelmente consequência de uma gripe mal curada mas ainda não sabe ao certo quais podem ser as complicações. No sonho, Lúcia corre desesperada por um rio coberto de nevoeiro e ouve a voz da filha a pedir ajuda mas não a consegue alcançar.
Nas traseiras do palacete, Celeste aproxima-se e observa Matilde (Luísa Bacalhau) e Eduardo. Aida confronta-a, indignada. Esta insinua que Matilde devia voltar para a mãe biológica, uma vez que Mariana morreu, e ameaça contar a verdade. Natália (Noémia Costa) aparece, de surpresa, e Celeste disfarça e diz que foi pedir trabalho. Aida aproveita a situação e escapa-se para o jardim.
No jardim, Aida pergunta a Eduardo o que disse o médico sobre Matilde, que não fala desde a morte da mãe. Eduardo explica que é um trauma psicológico e que é preciso ter paciência. Vemos, através dos desenhos de Eduardo, Matilde a crescer com uma tristeza persistente e sempre calada.
Em casa da família Cruz, Lúcia e Elsa percebem que a água foi cortada. Elsa, cansada e com palpitações que disfarça, junta-se a Lúcia, que se preocupa de imediato com o coração dela. As duas descobrem os vários avisos de corte de água e luz, por falta de pagamento e confrontam Celeste, que acaba por admitir ter gasto o dinheiro e ter deixado as contas por pagar. David, indignado, exige que ela resolva a situação. Celeste sai amuada. Lúcia e Elsa ficam exasperadas com a irresponsabilidade dela.
Vera, já noiva de Eduardo, pergunta-lhe quando marcam a data do casamento. O cunhado desvia o assunto e sai sem se despedir. Vera fica visivelmente irritada.
No quarto, Natália penteia Matilde. Eduardo tenta uma aproximação afetuosa mas a filha continua muda e apenas acena. A governanta sugere que Matilde dê um abraço ao pai mas ela recusa, em silêncio.
Ao pequeno-almoço, Aida pressiona Vera para marcar o casamento, e culpa indiretamente a neta pelo adiamento. A vilã queixa-se da postura de Eduardo em relação ao assunto. Quando Matilde chega, Vera tenta ser afetuosa e convida-a para um dia de compras mas ela encolhe-se, mal Vera lhe toca, e recusa o convite.
Já de capacete, Lúcia e Elsa desabafam sobre Celeste, que gasta o dinheiro do trabalho delas. Lúcia consegue, com esforço, pôr a mota velha a trabalhar e partem juntas.
Entretanto, Eduardo e Teresa (Maria João Pinho) observam o trabalho na linha de produção da fábrica enquanto são cumprimentados pelos trabalhadores. Eduardo confidencia à tia que não quer precipitar o casamento com Vera embora se sinta culpado pois ela foi um apoio importante, depois da morte de Mariana. Teresa avisa-o de que gratidão não é razão para casar e questiona se Vera é a pessoa indicada para estar ao lado dele e de Matilde. O sobrinho, incomodado, foge da conversa.
Lúcia trabalha na loja de luxo de Gonçalo (Francisco Fróes), que a crítica de forma humilhante pelo estado da loja, apesar do esforço dela. Esta aguenta, calada e contrariada, e engole a injustiça.
Em Vilatejo, Vera tenta obrigar Matilde a acompanhá-la às compras mas a sobrinha resiste, em silêncio, e recusa mexer-se, o que irrita a vilã, que acaba por a deixar sozinha num banco com o tablet. Lúcia, que passa por ali a ajudar uma cliente, testemunha a cena.
Já na loja, Vera exige a Lúcia um modelo de botas descontinuado e, perante a explicação de Lúcia, Vera reage com desprezo e violência e empurra as caixas para o chão. Gonçalo intervém, defende Vera e humilha Lúcia.
Samuel, ainda preso, contempla uma velha fotografia de Lúcia e confessa ao colega de cela que continua obcecado por ela e que tem a certeza de que, assim que sair, ela voltará a ser sua.
Vera experimenta roupas, satisfeita, enquanto Gonçalo pressiona Lúcia a pedir desculpa. A empregada recusa e, quando o patrão lhe agarra o braço com força, Lúcia reage, solta-se com brusquidão, e avisa-o para nunca mais lhe tocar. Lúcia decide ir-se embora pois não vai aturar mais humilhações.
No seu gabinete, Eduardo, sem conseguir contactar Vera, verifica a aplicação de GPS do relógio de Matilde e estranha vê-la no centro de Vilatejo. Fred (Tomás Alves) tenta acalmá-lo mas Eduardo explica que vive com um medo constante porque Matilde não fala e decide sair para ir à procura dela.
Matilde está sozinha no largo, com o tablet, sob o olhar de um rapaz de mau aspeto. Lúcia, ao telemóvel com Elsa, desabafa que já não aguentava mais o patrão e despediu-se, enquanto se aproxima da sua mota. Joca aproxima-se de Matilde, tenta perceber se está sozinha e pede-lhe o tablet. Matilde recua e agarra o aparelho com força. Em paralelo, do outro lado da chamada, Elsa apoia a decisão de Lúcia de deixar o emprego abusivo e brinca que talvez a próxima paragem seja já no Canadá.
Dentro do carro, Eduardo conduz, entre plantações de tomate, sempre a verificar no telemóvel a localização de Matilde, e cada vez mais nervoso.
Joca encurrala Matilde, que tenta fugir e acaba por cair e partir o tablet. Matilde entra em pânico e fica com falta de ar. Quando Joca se prepara para a agarrar, Lúcia intervém e acerta-lhe com o capacete da mota. Lúcia e Matilde veem-se pela primeira vez, sem imaginarem que são mãe e filha.
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