Estrelas A relação de amor e orgulho de Tânia Laranjo com Francisca: "Ela é jornalista, é minha colega, mas em primeiro lugar será sempre minha filha"
Durante a sua longa carreira, Tânia Laranjo já passou pelas situações mais complicadas, cercada por chamas, no pico dos incêndios, em que teve de contornar o medo – que assume que existe – para informar os espectadores. Mas algo para o qual não estava preparada era para o facto de ver a filha, em direto, a fazer exatamente o mesmo, na CMTV, colocando à prova o seu coração de mãe.
Francisca Laranjo cresceu numa casa de jornalistas e, apesar de todas as tentativas da mãe, nada a demoveria de lhe seguir as pisadas. Hoje, mãe e filha são colegas, partilham ecrã, mas Tânia confessa que nunca se irá habituar a ver Francisca enfrentar situações de perigo. “Ela é jornalista, é minha colega, mas em primeiro lugar será sempre minha filha. Por exemplo, vê-la no meio de um temporal é complicado. Ela está em direto e eu estou sempre a enviar mensagens a dizer: ‘não me enerves, sai daí’. E ela responde: ‘tu és a última pessoa a ter moral para dizer isso’, porque eu estou sempre a dar-lhe na cabeça para ela não ir para sítios perigosos. Mas eu sou mãe e não gosto. Já liguei uma vez para a régie aos gritos, nos incêndios, a dizer para a mandarem recuar”, refere, sem esconder o orgulho imenso que sente na filha e no percurso que esta tem trilhado. “Ela é muito nova, só agora é que fez 25 anos, já é pivô, já está a fazer as coisas mais importantes. Mas ela também cresceu nos jornais, tinha essa vantagem em relação aos outros. Eu tentei de tudo para ela não ser jornalista, subornei-a, comprei-lhe um carro para ela ir para Direito, ainda fez o primeiro semestre... Mas a mãe é jornalista, o pai era jornalista, o avô foi jornalista, vem de uma família de jornalistas e cresceu nos jornais. E ela gostava de palco.”
Se para Francisca, a ascensão no jornalismo está a ser rápida, Tânia nunca poderá dizer o mesmo e ainda hoje, quase 13 anos depois, não esquece aqueles que lhe disseram que nunca iria conseguir singrar na televisão, no início da CMTV. “A Francisca está muito mais avançada do que eu. Ela tem tudo o que é meu, fala igual a mim, tem os mesmos trejeitos de linguagem, mas eu só consegui aquilo que ela tem quando tinha para aí 40 anos. Quando eu entrei, disseram-me que nunca faria televisão porque não cumpria os requisitos: mais nova, mais magra, mais isto ou mais aquilo. Portanto, eu se calhar fiz uma televisão diferente, porque, de facto, as pessoas gostam muito de mim. Se calhar, comecei a fazer uma televisão baseada mais no conteúdo e menos no boneco, desconstruí isso.”
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