Big Brother Verão Voz do Big Brother Verão alerta os concorrentes sobre os gastos exorbitantes do prémio final com mensagem arrepiante
Duas semanas após a estreia, o ‘Big Brother Verão’ teima em impor-se nas audiências e vários comportamentos dos concorrentes continuam a dar que falar. Um dos temas que mais críticas tem gerado é a forma como os participantes retiram o dinheiro do prémio final em prol de satisfazer vícios. Ainda na gala deste domingo, 12 de julho, se ficou a saber que gastaram mais de 4 mil euros em troca de tabaco.
Por isso mesmo, e depois de um dos participantes ter criticado o facto de estar desmotivado e de já não ter vontade de lutar pelo prémio final, a Voz soberana decidiu deixar uma arrepiante mensagem a todos os candidatos. “Estou todos os dias a ver-vos, é meu papel proteger-vos, amparar-vos, picar-vos, levar-vos até ao limite, negociar com eles, tentar-vos, pôr-vos no limite da tentação, levar-vos ao limite, as vossas verdades, as vossas convicções. Tudo isto está certo. É este programa que se faz neste ‘brincar’ entre nós, desde brincar, testar os vossos limites físicos e psicológicos. Porém, quero-vos lembrar de uma coisa vocês estão todos os dias, a todo o momento a serem vistos pelas pessoas lá fora”, começou por referir.
Em seguida, lembrou o facto de o salário médio de um português ser de 1200 euros. “Se um português com este salário médio de 1200 euros o poupasse e não gastasse um cêntimo demoraria sete anos de trabalho para conseguir angariar 100 mil euros. Aqui vocês podem decidir fazer o que quiserem com o dinheiro, mas pensem que pode ser insultuoso para quem vos está a ver ouvir-vos a disparar valores com essa facilidade, alguém para quem 100 mil, dez mil, mil, faz uma diferença crucial na vida”, alertou.
Na opinião do ‘Big’ os espectadores sentir-se-ão ofendidos por ver a forma como os concorrentes estão em “televisão nacional a despenderem desta forma valores.” “E depois vocês dizem ah, mas estes são valores que não são verdadeiros, que estão na cloud, porque ainda não estão na mão. É como se um funcionário dissesse ‘hoje vou deixar de trabalhar porque o salário ainda não está na minha mão. É uma coisa que só recebo eventualmente no fim do mês se todos como equipa o construirmos”, continuou.
Com esta partilha, a voz soberana quis que os participantes refletissem sobre “a leviandade daquilo que às vezes fazemos e dizemos e como podem roçar o insulto para as pessoas que querem gostar de vocês lá fora e parece que às vezes estão a dificultar o caminho para que gostem de vocês.”
“Todos vocês são válidos e têm esta consciência. Estou-vos a dizer isto porque sei que é fácil pensar só neste círculo, é fácil esquecer que estas câmaras refletem a vossa imagem para milhares de pessoas no país. Ao longo deste programa vai-vos ser pedido que apostem, que brinquem, que arrisquem. Poderão fazê-lo certamente. Estou apenas a dizer-vos [para terem] consciência, que pensem no valor das coisas”, rematou.