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Foto: TVI
Hélder Pinto, Casa dos Segredos
Hélder Pinto fala sobre discriminação na infância devido à sua origem cigana
Hélder Pinto fala sobre discriminação por ser filho de cigano

Casa dos Segredos Bullying, violência doméstica e o abandono do pai: o passado de tragédia de Hélder da Casa dos Segredos e tudo o que fez para dar a volta por cima e tornar-se um homem feliz

27 de Fevereiro de 2026 às 17:05
Concorrente é um osteopata de sucesso e foi ainda militar, mas foi forçado a atravessar situações muito delicadas em tenra idade

Nesta manhã de sexta-feira, dia 27 de fevereiro, durante uma dinâmica da 'Casa dos Segredos', Hélder, de 31 anos de idade, contou aos colegas a sua difícil história de vida que emocionou toda a gente. O osteopata tirou a carta que continha a pergunta: "Que medo te paralisou durante muito tempo?"

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Hélder explicou que para responder a essa pergunta, teria de começar pelo início de toda a sua vida e começou por revelar: "sou um menino que nasceu de uma relação que era proibida e é por causa disso que sofri bastante na minha infância", refere.

"Posso dizer que do primeiro ao quarto ano, eu acho que não havia um ano em que não me batiam na escola, eu acho que não havia um dia em que não me maltratavam, eu acho que não houve um dia na minha infância do primeiro ao quarto ano que não me chamavam um nome que eu nunca aceitei que me chamassem, nem nunca vou aceitar. Portanto fui vitima de bullying, batiam-me, maltratavam-me por ser fruto dessa mesma relação proibida e por outras razões", revela e deixa todos chocados. "De todas as crianças naquela sala, eu era aquela que muito provavelmente teria mais probabilidades de ser a criança que poderia seguir um caminho errado ou poderia seguir um caminho mais triste.", desabafa

O concorrente continuou a contar como era o cenário em casa: "O meu avô tornou-se álcoolico, ouvia o meu avô chegar a casa e bater na minha avó, tenho imagens disso a acontecer na minha cabeça e lembro-me perfeitamente, hoje, agora, em adulto, de coisas que a minha avó fazia para me proteger, nomeadamente, havia uma coisa que eu adorava que ela fazia que era ir dormir para a varanda."

Hélder revelou que a família o trata por Flávio, dizendo que faz parte da história dele e confessa que a avó o levava a dormir na varanda ou no telhado "porque tinha medo quando o meu avó chegasse do restaurante ou do café que lhe batesse, que a pusesse a sangrar", sendo uma forma de proteção. O osteopata não teve uma vida fácil, era "filho de uma relação proibida, era neto de um álcoolico e neto daquele senhor que naquela terra batia bastante naquela pobre coitada" e não teve o pai presente: "Fui abandonado pelo meu pai e pela minha familia paterna" quando fez um ano de idade.

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Com tudo para seguir maus caminhos, como mencionou, decidiu seguir outro rumo: "A partir do quarto ano de escolaridade, depois de tanto levar, eu decidi mudar o rumo à história, entrei para o futebol, entrei para o ginásio, entrei para várias coisas e comecei a mudar um bocadinho a minha história."

Hélder tinha o objetivo de "orgulhar as pessoas que me criaram, foi a minha mãe, foi a minha avó, essencialmente, e o meu avó materno e o meu pai" e revela que o padrasto foi um pilar e que não o trata por padrasto mas sim por pai "porque pai é quem cria" e justifica que "apareceu na minha vida e foi uma figura muito importante e sou bastante grato porque tudo o que ele fez foi por mim e pela minha mãe, por ter aceite uma mãe solteira, ter trabalhado arduamente anos e anos para que nunca me faltasse nada, por ter feito o verdadeiro papel de pai."

O osteopata ainda revelou que a mãe engravidou com apenas 17 anos e teve-o com 18 anos e que ela "deixou de viver a vida dela para passar a viver a minha. Aos 18 anos ela deixou sonhos, deixou a adolescência, que ainda era uma adolescente, deixou a vida, deixou de se divertir, deixou tudo para tomar contar de mim" e ao longos dos anos a mãe referia esse aspecto e incentivava-o a "ser alguém na vida, teria de ser uma pessosa que lhe desse orgulho, teria de ser alguém forte e queria que eu um dia fosse um bom pai, um bom ser humano, uma pessoa com valores."

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Hélder agarrou nessa força que a mãe tinha e "ao longo do meu crescimento eu fiz por isso." Relata ainda que foi capitão, trabalhou e criou amizades, tirou uma licenciatura, foi tenente no exército, começou a estudar no ramo da saúde e bem estar, tirou o curso de terapias manipulativas osteopáticas e considera: "Hoje, posso dizer que defendi a pátria, hoje, visto uma bata branca e consigo ajudar pessoas e hoje um dos meus sonhos, ou se calhar o sonho mais importante q era orgulhar quem me orgulho, eu já o realizei."

Por fim, o concorrente admite: "Posso morrer amanhã que eu sinto que vou morrer feliz, sinto orgulho da parte do meu pai, pai é quem cria, sinto orgulho da parte da minha familia."

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