Estrelas Do primeiro 'amo-te' ao momento mágico com o filho no altar: o que faltava saber sobre o casamento de Diogo Jota e Rute Cardoso
"A mamã está linda. Vão ser muito felizes”. Foram mais ou menos estas as palavras que Dinis, então com 4 anos de idade, proferiu naquela tarde de 22 de junho de 2025, há exatamente um ano, quando a mãe entrou pela Igreja de Gondomar vestida de branco. Diogo Jota emocionou-se ao ouvir o filho mais velho e recebeu em seguida aquela que já era a mãe dos seus filhos e se tornaria ali a sua mulher para a eternidade.
Há histórias de amor que se constroem nos grandes gestos e outras que nascem de sacrifícios diários, que muitos poucos veem. A de Diogo e Rute é uma mistura das duas. E recheada de particularidades que permaneceram durante muito tempo em segredo. Pela primeira vez, Rute Cardoso aceitou abrir o coração e falar sobre a grande história de amor da sua vida no livro ‘Diogo Jota – Nunca Mais é Muito Tempo’. Ainda sobre o dia do casamento, houve muita emoção, mas também peripécias. E uma delas aconteceu precisamente na véspera.
Por essa altura, o jogador estava a recuperar de uma operação ao pulmão. A noiva ofereceu-lhe uma massagem de relaxamento e teve que ser uma das suas damas de honor a ‘salvá-lo’. "Com os óleos, o penso começou a descolar-se e o padrinho de casamento envolveu-o com película aderente para poder tomar banho. Mesmo assim, o penso continuava a descolar-se e revolveram ligar à Bea, que é enfermeira, para lhes dar instruções. A dada altura, ela desistiu e disse que ia lá resolver a situação", conta Rute Cardoso.
Rute Cardoso e Diogo Jota conheceram-se quando frequentavam o décimo ano numa escola em Gondomar. Começaram a namorar no ano seguinte, tinha ela 16 anos e ele ainda 15. Nunca mais se largaram. Cresceram juntos, amadureceram lado a lado e aprenderam a adaptar-se às exigências de uma carreira que obrigava constantemente a mudanças.
A relação foi-se fortalecendo ao longo dos anos, mas com um detalhe pelo meio. É que o malogrado atleta tinha algumas dificuldades em expressar os seus sentimentos pela amada. Limitava-se a dizer-lhe "gosto muito de ti" ou "adoro-te". Até ao dia em que surgiu a hipótese de ir jogar para o estrangeiro.
"Disse-me que tinha percebido que me amava, porque estava disposto a recusar o convite para não ficar longe de mim", lembra a viúva, insistindo que nunca lhe cortou as pernas. Pelo contrário, sempre o incentivou "a seguir o seu caminho, a procurar o futuro." "Mas lembro-me de que foi a primeira vez que me disse ‘amo-te’. E sei que não o disse a mais ninguém", continua Rute Cardoso.
Ao longo da carreira de Diogo, Rute assumiu muitas vezes um papel invisível para quem apenas via os noventa minutos dentro das quatro linhas. Enquanto ele se concentrava no futebol, ela tratava de tudo o resto. Percorreu estádios em Inglaterra para o apoiar, acompanhou-o em diferentes fases da carreira e fez variados sacrifícios para que nada lhe faltasse.
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