Estrelas Do primeiro romance que o levou à depressão ao amor que o salvou: as paixões da vida de Vasco Pereira Coutinho
Hoje muito pouca gente desconhece a emblemática Tia Bli, que saltou da Internet para a rádio e para a televisão e colocou todos os holofotes sob Vasco Pereira Coutinho. Por detrás da divertida personagem, está um homem muito especial, que se tornou ator ‘tarde’, mas que sempre viveu rodeado de amor. Este sábado, 14 de março, esteve no ‘Alta Definição’, da SIC, e fez revelações sobre a sua vida mais privada.
Desde tenra idade que o ator sentiu que “era estranho, diferente”. Não brincava com os meninos, mas sim com as meninas, o que lhe valeu vários episódios de bullying na escola, mas que nunca quis levar para casa. Sofreu em silêncio e foi aprendendo a ultrapassá-los sem se deixar ir abaixo. Nunca teve dúvidas da sua sexualidade, mas encarava tudo com medos. "Sempre que ouvia falar da história de alguém ser homossexual, eu pensava: 'Que horror. Como é que ele conseguiu dizer? Como é que conseguiu fazer?' (...) Sobre a minha sexualidade, é uma coisa sobre a qual eu nunca duvidei, mas sentia que era uma coisa muito mal aceite e muito estranha para o resto do mundo", disse.
Ainda chegou a tentar mudar, mas percebeu, "sozinho", que não dava. "Foi uma tomada de consciência, muito pessoal e muito sincera comigo em dizer que a minha vida é esta e que vou ser feliz assim". Mas foi só quando teve o seu primeiro grande amor que decidiu assumir-se à família.
“Apaixonei-me e foi uma paixão que correu mal, com a qual lidei muito mal. Comecei a ficar muito deprimido e a sentir que tinha de contar às pessoas o que se estava a passar”, admite, lembrando que chegou a um estado de depressão tal que ainda ponderou acabar com a vida. Foi nesse dia que chegou a casa dos pais, disse que não estava bem e que esta situação não poderia continuar a condicionar a sua vida. “A verdade é que é sempre mais dramático para quem vive do que para quem nos ouve. Quem nos ouve são as pessoas que nos amam e que nos querem bem”, enaltece.
"A proximidade dos amigos e família, mais do que os comprimidos, é este amor que nos cicatriza o coração"
Nesse momento, procurou mesmo ajuda especializada. “Tive um tempo em que tive de ir ao psiquiatra, tomei remédios durante um tempo, que é para isso que servem”, lembra. Mas, mais do que isso, o que o salvou foi o apoio de todos aqueles que o amam. “Graças a Deus passou, a proximidade dos amigos e família, mais do que os comprimidos, é este amor que nos cicatriza o coração. Graças a eles estou vivo”, orgulha-se.
Ainda assim, tudo isto levou um tempo a ser resolvido. “Agora sinto-me tranquilíssimo em relação a mim, aos outros, tenho uma carapaça muito boa em relação ao que os outros pensam de mim”, remata.
Hoje, é feliz, tem o coração ocupado e só quer continuar a fazer sorrir os outros.
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