Fora de Campo Estrela do FC Porto enfrenta homem armado para proteger mulher e filha: os minutos de terror de Bednarek durante assalto que o fez pensar em decisão drástica
Poucos dias depois de marcar o golo que permitiu ao FC Porto voltar a reerguer o troféu de campeão nacional, Jan Bednarek, defesa dos dragões, passou por uma situação que deixou marcas, em maio deste ano.
O central polaco chegou a casa com a mulher, Julia, e a filha, Lilly, depois de um jantar com amigos, e deparou-se com quatro intrusos, que não esperavam a presença do futebolista na residência tão cedo, na sua moradia na Invicta, com o intuito de subtrair os seus bens – o jogador portista perdeu 150 mil euros em joias, segundo a CMTV, sendo que uma das peças, um relógio, foi recentemente encontrada nos Estados Unidos.
A história do assalto foi amplamente noticiada, mas, agora, Bednarek contou o terror que a família viveu nessa noite ao encarar um dos meliantes.
"Aconteceu em um ou dois minutos. Claro que a primeira reação foi: 'Vou lutar', mas depois pensei que tinha de ser inteligente. Elas esconderam-se na casa de banho, eu subi até ao quarto, e houve um frente a frente", começou por contar, na entrevista que deu ao Kanal Sportowy.
"Mas quando alguém puxa de um objeto longo e afiado, começas a analisar a situação. O que é mais importante: Ser o herói e poder dizer que se lutou contra alguém que tinha uma arma ou preservar a nossa segurança acima de bens materiais? Tudo aquilo que nos foi roubado, posso recuperar se jogar bem futebol, mas a saúde não se recupera", acrescentou.
Depois, Bednarek recorda tudo em que pensou enquanto se aproximava de um dos assaltantes: "Surgiram-me cálculos muito estranhos na minha cabeça. A primeira coisa que pensei foi não dar pontapés, porque estava de chinelos e podia ser perigoso, então, só usar as mãos para bater. Depois, eu estava nas escadas e ele já tinha aquele objeto perigoso. Sabia que não podia virar-lhe as costas, tinha de ficar rente à parede para poder tê-lo no campo de vista."
O polaco de 30 anos refere que a sua presença acabou por afugentar os assaltantes, impedindo assim um duelo físico: "Naquela altura, sabia que ele estava assustado por eu estar lá, mas eu pensei em não atacar primeiro, e esperar pelo que ele iria fazer. E o gesto dele foi de medo e surpresa, porque eu não sou pequeno. Esperava que acontecesse pior. Por sorte, eles fugiram rapidamente."
"A primeira coisa que nós pensámos foi em vender a casa, mudar-nos para outro sítio mais longe, mas chegámos a um consenso de que ninguém nos deveria dizer o que fazer na vida. Agora, tomamos todas as medidas de segurança, que são o que podemos influenciar o que podemos controlar nas nossas vidas", continuou.
"A segurança da nossa família foi incomodada e acho que só com o tempo é que nos vamos voltar a sentir cada vez mais seguros. Não é pelo que nos roubam, é como mexem com a sensação de segurança, quando queres criar o teu oásis de paz na tua casa. É doloroso porque trabalhas por alguma coisa e alguém ta rouba, mas o problema é perder esse sentimento de segurança e colocares a tua família nessa situação, algo que nunca queres como marido ou pai", terminou.
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