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Mafalda Matos, Pedro Pico
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Pedro Pico, Teresa Al Dente, Big Brother, drag queen
Mafalda Matos
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Joana Marques
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Joana Marques

Estrelas Pedro Pico mete-se na polémica da ex Mafalda Matos com Joana Marques e garante que caiu no vício após ser alvo da humorista

28 de Julho de 2026 às 16:58
Antigo concorrente do 'Big Brother Famosos' foi casado com a atriz durante um ano e defende-a de algumas das críticas de que tem sido alvo, deixando ainda um alerta sobre como, a seu ver, a moldabilidade do humor pode desaguar em consequências perniciosas

Pedro Pico, antigo concorrente do 'Big Brother Famosos' e ex-marido de Mafalda Matos, reagiu, nesta terça-feira, 28 de julho, à polémica que envolve a atriz e Joana Marques, após a humorista a ter visado num episódio da rubrica 'Extremamente Desagradável', tendo esta sido acusada de fazer pouco de pessoas neurodivergentes, pese o episódio abarcar várias declarações da intérprete sobre uma miríade de temas.

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"Já fui casado com a Mafalda Matos, e já estive em três programas do 'Extremamente Desagradável'. Centenas de pessoas já me mandaram mensagens, recebi comentários incríveis", afirmou inicialmente, num longo vídeo difundido nas redes sociais.

"Conheço a Mafalda, e o meu casamento com ela foi a fase mais feliz da minha vida, é uma pessoa incrível, para quem a conhece na vida real, não é para os internautas. Quando digo que a conheço, e os comentários que vi a dizer que é atriz e que por isso está a chorar, e que está ali a ganhar dinheiro", agregou Pedro Pico.

O antigo inquilino de José Castelo Branco continuou: "Ela não ganha dinheiro com o Instagram e ela não está a fazer 'acting', e sei que não está, porque a conheço e sei que o que está ali a fazer é autêntico e importante. Este vídeo não é para defender a Mafalda nem para atacar a Joana Marques, não estou nem aí nem aí, estou noutra."

"A liberdade de expressão protege o direito de fazer o humor sobre tudo e protege o meu direito de achar que esse humor pode ser cruel. Antes que venham os comentários de que quero limitar o humor. Não, adoro humor negro. Façam humor sobre religião, política, o Holocausto, cancros, sobre obesos, gays, sobre tudo", descreveu.

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"Agora... o humor não deve viver fechado numa caixa, é super importante para a nossa sociedade. Há 15 anos, eu fazia stand up... A coisa aqui está... quando é que deixamos de rir da piada e começamos a aplaudir a humilhação. Para mim, quando isso acontece, já não estamos a falar de humor e da liberdade do humor, é uma discussão sobre o que escolhemos celebrar", prosseguiu Pedro Pico.

"Da mesma forma que a Mafalda tem a doença, o autismo, eu tenho uma também: sou alcoólico, e luto contra isto há muitos anos, e é uma doença f*****. Estava sóbrio há mais de um ano e, depois daqueles três programas da Joana Marques a falar sobre mim, e 99% das coisas eram fictícias e eram mentira, a avalanche de ódio que caiu em cima de mim, o vulcão de comentários e a tempestade que estava a ter... eu recaí, estive três dias seguidos a mamar vinho", recordou.

"Depois daqueles três programas da Joana Marques a falar sobre mim... eu recaí, estive três dias seguidos a mamar vinho"

pedro pico

"Não estou a culpar a Joana Marques nem os comentários, mas houve ali um efeito que ajudou ou impulsionou a minha doença. Não vou fingir que as palavras dos outros não têm impacto, porque têm. Agora, podem dizer o que quiserem sobre mim e foi. Viver na Tailândia aquele tempo todo fez-me bem", declarou ainda.

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Por isso, não deixou de fazer um reparo: "Há uma diferença entre satirizar comportamentos públicos e transformar pessoas vulneráveis em conteúdo. Principalmente, quando essa pessoa vulnerável tem uma doença e fala dela... e pode ter um efeito negativo. Muito mais do que o nome de qualquer humorista, porque amanhã não será a Mafalda nem o Pedro Pico, será outra pessoa... eu não estou a comparar isto com aquilo dos Anjos, porque aqui eu acho que é uma situação diferente, envolve um problema pessoal diretamente a uma pessoa individual."

"Até ao dia em que alguém percebe que o preço de uma gargalhada foi demasiado elevado... vocês concordam que vivemos numa altura em que estão bombas a cair em todo o lado, crianças a morrer, as pessoas estão com depressão e está a piorar... será que precisamos de acrescentar mais sofrimento ao mundo para lhe chamar de entretenimento?", questionou.

"Estou a ser contraditório, não quero que concordem nem que me defendam, critiquem-me à vontade. Já fui obeso mórbido, já fui wrestler profissional, já fui drag queen, já fui youtuber, já fui ator porno, já fui um milhão de coisas. Tenho vídeos com milhões de 'views' com pessoas que me adoram e odeiam de morte", sublinhou Pedro Pico.

Por fim, o antigo cônjuge de Mafalda Matos conclui: "Quando o sofrimento dos outros passa a ser entretenimento, o problema já não é o humor, somos nós. A crueldade também sabe fazer rir. E é por isso que nem toda a gargalhada merece aplauso."

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