Casados à Primeira Vista Andreia do Casados à Primeira Vista foi enganada por familiares após a morte da mãe que esteve impedida de visitar: o drama que deixou a mulher de Vítor em sofrimento
Andreia Négrier, participante do 'Casados à Primeira Vista' atravessou um período de grande tristeza na dimensão familiar. Tudo começou com o divórcio dos pais e, depois, a saída da sua mãe, Céu, de Lisboa para a Margem Sul.
"Ela passou a viver na Margem Sul para ficar próxima dos amigos, e passamos só a falar por telefone. Até um dia em que a vou visitar e morri, de repente está com 40 e tal quilos. Pergunto-lhe o que se passa, ela diz que estava cansada. Fizemos algumas consultas e foi-lhe diagnosticada uma depressão", começou por contar, no programa 'Júlia'.
Numa altura em que a pandemia de covid-19 assolava o País, Andreia considerou que o isolamento estava a contribuir para a fragilidade da progenitora. "Eu dizia: 'Oh, mãe, agora deve estar a cair a ficha do divórcio, sentes-te sozinha, o covid não ajuda'. Acreditei no que os médicos diziam, mas não era", explicou.
"Comecei a levá-la ao meu médico. (...) Às tantas, há um domingo em que me diz que está muito mal e é internada. Em pleno covid, não há visitas, não há nada, no dia seguinte, liga-me a dizer as coisas com o raciocínio meio turvo a dizer-me que está com covid", prosseguiu.
Contudo, a realidade era bem diferente: "No dia seguinte, a enfermeira diz que não está com covid, mas não sabemos o que tem. Passado outro dia, liga-me a médica a perguntar que tumor é esse. Assim, de repente. Fizeram-lhe uns exames, e precisavam de ter a certeza. Eu respondi que nunca tinha ouvido falar em tal coisa."
"Pedi os exames à clínica e era realmente", disse, emocionada, afirmando que acabou por ser diagnosticada com um "tumor no mediastino, que não era diagnosticado facilmente, porque está na zona do coração".
"Ela não tinha tido a informação, ela só iria recebê-la numa consulta", lamentou. Depois, tentou visitá-la: "Nessa altura, ela ainda conseguia falar, mas era covid, e não se podia fazer a visita. Houve uma enfermeira que lhe deu o telefone para a mão e fizemos uma videochamada. Foi a última vez que falei com a minha mãe, ela dizia-me que estava tudo bem... eu sabia que não estava."
"Houve uma enfermeira que lhe deu o telefone para a mão e fizemos uma videochamada. Foi a última vez que falei com a minha mãe"
"Em espaço de dias, ficou em coma, e depois tive um mês e qualquer coisa em que me disseram para me ir despedir. Ou seja, não me deixaram ir vê-la com vida. Cheguei a levar o meu pai para me despedir dela, a minha avó...", referiu. Aí, acabou por se deparar com mais um problema, quando a morte da sua mãe espoletou uma fricção a nível familiar. Na altura, os seus avós eram cuidados em Ponte de Lima pelos sobrinhos e pela prima, em quem a mulher de Vítor confiava. "Esta minha prima era alguém com quem brincava em miúda, adorava a pessoa. As vidas seguem os seus rumos, mas tinha amor e confiança nelas", disse.
"Aquelas pessoas no dia do falecimento da minha mãe, vêm com os meus avós, dão uma espécie de aparente apoio, mas já senti o meu avô estranho, na altura, associei à tristeza de perder a filha (...). No velório da minha mãe, ficou arrasado, não olhava bem para mim. Achei que estava zangado, porque quem ficou a cuidar da filha fui eu e não concretizei o objetivo", declarou.
Aqui, com a família dividida, houve passagens de património e procurações a serem feitas e que acabaram por lesar Andreia. "Senti que a minha confiança foi traída, e foi tudo feito de forma tão ardilosa, estava completmaente a leste. Senti que me apunhalaram completamente, me fizeram de parva e de tonta", conta, insinuando ainda que não trataram bem dos seus avós.
De seguida, fruto desta divergência, soube da morte do avô pelas redes sociais. "O meu avô passado um ano falece e depois a minha avó. Com a coincidência de que nesse ano de 2020, antes da minha mãe falecer, o meu pai sai de Lisboa. Tinha toda a gente ao pé de mim, e de repente ficaram os amigos", completou Andreia.