Estrelas Como está Renato Seabra 15 anos após ser preso: a vida do assassino de Carlos Castro atrás das grades
São já 15 anos desde que Renato Seabra perdeu a sua liberdade, após ter sido condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato confessado do cronista Carlos Castro em Nova Iorque.
Depois de ser transferido da prisão de Rikers Island, onde passou dois anos, aguardando julgamento, a grande fatia do seu encarceramento foi passado na prisão de alta segurança Clinton Correctional Facility. Só em meados de 2024, o ex-modelo foi novamente transferido, desta feita para a Attica Correctional Facility, a mais de 500 quilómetros de distância, como noticiou o 'Observador'.
Durante o período em que esteve nesta cadeia alta de segurança e segundo uma investigação da CMTV que destapou alguns detalhes sobre a sua vida na prisão, aos domingos, Renato Seabra é sacristão na missa e o seu comportamento é visto como exemplar. Para além disso, mantinha uma excelente relação com os guardas prisionais. De acordo com a mesmo investigação, Renato, tem um período de reclusão dentro da cela de 23 horas sendo, por isso, apenas durante uma hora que o antigo manequim pode estar no recreio para conviver.
Todavia, tudo se alterou com a mudança de estabelecimento prisional. Neste momento, segundo a reportagem 'Portugal Criminal', da SIC, exibida neste domingo, 23 de agosto, Renato Seabra continua com um quadro clínico "severo", estando ainda a ser acompanhado e medicado conforme a sua condição psicológica. Até porque, de acordo com o supramencionado trabalho da CMTV, já teve surtos psicóticos, que redundaram em períodos na enfermaria. No meio de tudo isto, prepara-se para tentar reverter a condenação e até estará disposto a depor em tribunal.
Nos EUA, já recebeu visitas da sua mãe, Odília Pereirinha, e da irmã, a deputada Joana Seabra. Há algo de que, de resto, a família não desiste: que Renato Seabra cumpra o resto da pena em Portugal. Para isso, contam com o apoio fundamental de outra figura muito importante, o seu advogado, Scott B. Pulman, que está a trabalhar no caso desde 2014.
"Estou a trabalhar ativamente com o Renato Seabra para anular a condenação dele", disse, ao 'Observador', explicando depois o porquê de haver alguma morosidade: "Os documentos da moção estão a demorar tanto tempo porque o Renato está pessoalmente envolvido no processo. A comunicação com uma pessoa numa prisão de segurança máxima não é fácil, mas é necessária."
De recordar que Renato Seabra ficará na prisão até 2036, data em que cumpre a pena de 25 anos, sendo que, em setembro de 2035, tem a possibilidade de iniciar um processo de liberdade condicional.