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Paula, António, Casados à Primeira Vista
9/9 - Foto : SIC Paula, António, Casados à Primeira Vista

Casados à Primeira Vista Foi agredida várias vezes e chegou a pensar na morte: os dias de terror que Paula escondeu no Casados à Primeira Vista

17 de Junho de 2026 às 20:52
Antes de conhecer Carlos, a terapeuta sentimental sofreu muito nas mãos do pai da sua menina, mas nunca desistiu de viver e conseguiu reerguer-se, apesar de ter pensado pôr termo à vida
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Tiago Henriques
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A chegada de Paula Martins, de 61 anos, ao ‘Casados à Primeira Vista’ trouxe uma lufada de ar fresco. A simpatia e boa disposição da terapeuta sentimental conquistaram Carlos Henriques, embora nesta fase da experiência, o casal esteja cada vez mais desavindo.

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A verdade é que, apesar de encarar sempre a vida com um sorriso, a nova concorrente da experiência social da SIC carrega uma história de vida marcada por muita tristeza.

E o seu primeiro casamento com o pai da sua filha, Cátia, deixou marcas eternas. Apaixonaram-se quando Paula tinha apenas 17 anos, mas só começaram a viver juntos quando completou 25. “O meu desafio com aquele homem foi ‘tu fazes mal às mulheres, mas vou dar-te uma lição. E sou a mulher que te vai tirar das mulheres todas, vou fazer de ti um homem fiel’”, confidencia numa entrevista a Júlia Pinheiro em 2023. E conseguiu tal feito. Mas, ao mesmo tempo, acabou por entrar num relacionamento abusivo.

"Se fosse só bater, eu tinha ficado com ele. Eram murros, pontapés, coisas muito graves"

paula martins

Este ex-companheiro, que entretanto já morreu, não gostava de que Paula fosse uma mulher financeiramente independente nem tão pouco da forma como se vestia. E era muito ciumento. “Começou a ser tudo muito pesado, chamava-me nomes... E nunca lhe dei motivos para ter ciúmes, vivia para ele, tínhamos dinheiro, tínhamos tudo”, recorda. Nessa altura, o companheiro não permitia sequer que Paula fosse a um café com o pai. Em casa, sucediam-se os episódios de violência. “Mas se fosse só bater, eu tinha ficado com ele. Eram murros, pontapés, coisas muito graves”, adianta.

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O caso chegou a uma gravidade tal que a concorrente de ‘Casados à Primeira Vista’ chegou a ponderar o suicídio. “Fiquei virada do sétimo andar para ir lá abaixo, carros em andamento e eu abri as portas para me mandar... Já não aguentava mais ele estar-me a dizer que eu tinha outros homens. Chegou até a fazê-lo à frente dos meus pais”, frisa.

Hoje, tantos anos volvidos, a candidata de Belas explica o motivo pelo qual muitas vítimas de violência doméstica não saem de casa e dá o seu exemplo. “Há o medo de serem mortas e de que matem as pessoas que estão à volta”, aponta, insistindo que apesar de tudo, “o lado bom dele, era muito bom.” “Mas depois tinha o lado mau, que era muito mau.”

Durante toda a relação, Paula lutou para engravidar e só conseguiu cinco anos depois de se terem juntado. “Ele também me bateu durante a gravidez... Com os ciúmes, não respeitava ninguém. Eu cheguei a esconder-me em casa”, relata. Ainda assim, foi com a chegada da filha que decidiu mudar de vida. “A minha filha salvou-me. Se não tivesse a minha filha, nunca me separava dele. Ele fazia-me as vontades todas”, diz.

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Quando Cátia tinha cerca de 5 anos de idade, Paula chegou a uma conclusão: “Ou ele me mata, ou eu mato-me.” E foi aí que decidiu agir. Foi num 15 de fevereiro que tudo aconteceu. “Disse que queria que ele fosse comprar peixe, fechei-me em casa, liguei para a polícia a dizer ‘por favor, venham-me buscar, estou em casa com uma menor e tenho uma pessoa que me quer agredir’”, conta.

E assim foi, acabou por ir viver durante um curto período de tempo para casa dos pais, mas escondeu-se depois durante um ano para não ser encontrada. Apesar desta história triste, Paula nunca quis agarrar-se a ela pelo lado mau e encara-a hoje como algo que mudou a sua vida.

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