Estrelas Gisela João põe travão na carreira por ter papel especial no combate do irmão contra leucemia
Gisela João vai pôr um travão na sua carreira para apoiar um dos seus seis irmãos, que foi diagnosticado com leucemia, sendo que a cantora foi identificada como dadora compatível para o transplante de medula necessário.
Nesta quarta-feira, 14 de outubro, a artista partilhou algumas imagens no IPO do Porto e deixou um relato: "A derradeira notícia chegou-nos no início de agosto e, a partir daí, a minha vida mudou. Vou falar da minha vida, porque não quero expor a privacidade do meu irmão. Mas posso falar de tudo o que mudou em mim."
"A minha sensação de missão nesta vida ficou muito clara: ajudar os outros. Neste caso, ajudar o meu irmão. Desde o primeiro dia, não tive dúvidas de que faria tudo o que estivesse ao meu alcance", escreveu, afirmando, no final desta mensagem em que também urge os seguidores a inscreverem-se como potenciais dadores: "Às vezes, ajudar alguém começa antes de sabermos quem essa pessoa é. Está na disponibilidade para estarmos lá. Ontem foi o dia zero. O primeiro passo de um caminho que vou fazer abraçada ao meu irmão, e a chatear-lhe a cabeça durante muitos anos."
Gisela João havia abordado pela primeira vez o assunto no programa radiofónico 'Fala com Ela'. "No último mês, recebi a pior notícia e a melhor notícia que já tive na minha vida. A primeira foi a pior, que um dos meus irmãos descobriu que está com uma leucemia. Um mês antes, uma das melhores amigas tinha descoberto uma leucemia, são diferentes os casos", afirmou.
De seguida, anunciou a paragem nas suas atividades musicais para se dedicar a esta nobre missão: "Há uns dias, descobrimos que, entre os irmãos, eu sou a dadora compatível, e vou parar uns tempinhos para tomar conta do meu irmão. Acho isto mesmo poético, porque eu sou a irmã mais velha."
"Tenho lido muito, e é muito assustador ver os números de pessoas que desistem de ser dadoras. (...) Nem consigo, nem quero entender a cabeças das pessoas que desistem. Porque se vai ou não doer, não me interessa, porque, do outro lado, não é uma pessoa com um capricho, é a vida de uma pessoa que está em risco", lamentou.
Mais tarde, a portuense contou: "Sinto-me zeladora dos meus irmãos. Não só, dos meus amigos, das minhas amigas, sinto mesmo." Por fim, recordou: "No dia em que soube que o meu irmão era um doente de risco e ia precisar de um transplante de medula, meia hora depois subia um palco. Tinha 200 mil pessoas à minha frente e tive uma branca antes de subir ao palco. Vi aquela mensagem, entrei em pânico, e a minha road manager só me dizia que estava tudo bem."