Estrelas João Baptista atira-se aos comentadores da Passadeira Vermelha, revolta-se com quem o acusa de usar a filha e pede respeito pela sua história
João Baptista, de 41 anos de idade, está revoltado. Na sequência de uma entrevista à TV Guia, em que explicava as dificuldades que sentia por ter pouco trabalho em televisão e ter de criar a filha, o ator viu gerar-se uma onda de críticas. No programa ‘Passadeira Vermelha’, da SIC Caras, o assunto foi abordado e o ator não gostou nada do que ouviu.
De tal forma que na noite desta quarta-feira, 1 de abril, recorreu à rede social Instagram para se insurgir. “Foi com clara insatisfação que assisti aos comentários feitos por lá recentemente. Na verdade, nada refletem os factos e apenas contribuem para uma narrativa para mim injusta e bastante desencorajadora”, começou por referir, lembrando que, quando foi condenado por violência doméstica, “houve um pedido de desculpas a todos os portugueses e a todas as mulheres relativamente ao sucedido.” “Ignorar ou omitir esse ponto essencial faz com que nem sequer mereçam opinião”, queixa-se.
Visivelmente nervoso, até porque este é um assunto que o tem “assombrado”, João Baptista reforça que já enfrentou as consequências dos seus atos. “Já fui julgado por quem tinha que ser julgado, já enfrentei o processo, já assumi a responsabilidade pelos meus atos. Houve depois uma reflexão, uma aprendizagem e um compromisso genuíno em evoluir enquanto ser humano”, prossegue.
"Não pretendo viver preso ao passado, pretendo sim crescer com, melhorar dia após dia com o ser humano. Quem é que nunca errou?"
Mas aquilo que mais o magoa e ouvir dizer que “usa” a sua filha. “Sou pai e preocupo-me com a minha filha. Vivemos em pânico por quereremos o bem dos nossos filhos”, insiste. E ainda assegura: “Não pretendo viver preso ao passado, pretendo sim crescer com, melhorar dia após dia com o ser humano. Quem é que nunca errou? Sou um ser humano, quem é que não tem telhados de vidro? O que para mim é difícil de aceitar e me tem deixado mais em baixo é ver toda uma vida profissional colocada em causa por um erro de caráter pessoal que foi assumido já, que foi tratado e do qual retirei as devidas lições.”
Para além de tudo isto, João Baptista insiste que não está a fugir à responsabilidade do que fez. “Mas também exijo que a minha história seja tratada com verdade, com justiça e com proporcionalidade. Não aceito que se construa uma narrativa simplista à minha volta, como se a minha vida se resumisse ao meu pior momento. Eu não normalizo a violência contra mulheres, aliás, abomino quem o faz, nem normalizo qualquer violência continuada contra a minha filha e a minha família. O que peço agora, é exatamente isso: mais verdade, mais responsabilidade e uma narrativa justa. Ter cometido um erro, não apaga a pessoa que eu sou, nem a possibilidade de me refazer com dignidade”, rematou.