Estrelas Nuno Azinheira conta toda a verdade sobre o problema de saúde que o afastou do Passadeira Vermelha
Nuno Azinheira, de 51 anos, esteve longe da televisão durante três meses, tendo regressado recentemente ao 'Passadeira Vermelha', da SIC Caras. O desaparecimento dos ecrãs foi uma situação que deixou preocupados os fãs do programa e que mais tarde viria a esclarecer que se tratou de uma ausência potenciada por um problema de saúde.
Nesta segunda-feira, providenciou, no programa 'Júlia', mais detalhes sobre o sucedido. "O que aconteceu é que sempre trabalhei muito, desde os 15 anos, porque é assim que me materializo, faço várias coisas. Achava que era um 'burnout' [esgotamento], estava a sentir-me muito cansado, dormia muito mal, acordava às quatro da manhã e ia escrever para o computador para aproveitar o tempo", começou por dizer a Júlia Pinheiro.
"Respirava bem, ficava cansado, mais que o habitual. Nos tempos áureos, há seis ou sete anos, fazia caminhadas de 11 quilómetros. Nessa altura, era impossível, estava muito cansado, pensei que fosse o 'burnout'. Assustava-me um bocadinho, mas há um valor que é mais alto: sou 'freelancer' há nove anos, desde que saí do 'Diário de Notícias', e isso tem enormes vantagens de disponibilidade de tempo, mas se falha uma coisa compromete-se outra", acrescentou o comentador.
"Sabia que gostava de abrandar, mas não podia fazê-lo, porque há 20 anos, os serviços eram muito bem pagos, hoje qualquer avença de 500 euros já é uma festa", afirmou, agregando: "Os meus irmãos foram muito importantes neste processo, foram muito atentos e estavam muito alerta."
Depois, Nuno Azinheira explicou: "Houve um momento em que jantámos todos juntos em casa de um deles. Saí de casa, fui dar uma volta e senti muito sono. Tive o discernimento de parar o carro... e adormeci. Eles pediram-me para quando chegasse a casa para mandar mensagem e eu não disse nada, porque estava a dormir. Eles ligaram e ligaram e eu não atendi. Quem deu por mim foi um polícia que estava a fazer a ronda e achou estranho o carro estar mal-estacionado. Bateu à janela e eu percebi que estava mais para lá do que para cá. Podia ter corrido muito mal."
"Estive num hospital público, fui muito bem tratado", relatou, acrescentando: "Fiquei internado num quarto individual, mas na enfermaria. A forma como fui tratado não tem a ver com a minha notoriedade pública. Isto deixou-me orgulhoso no SNS."
Questionado sobre qual foi o diagnóstico, Nuno Azinheira explicou: "Eu tenho uma estenose cardíaca, que é uma atrofia na válvula que leva o sangue para o coração. É uma estenose de gravidade, embora os médicos tenham dito que há milhares de pessoas que vivam com isto. Mas o médico disse que eu era muito novo e era muito cedo para estar agarrado a esta fardo. Mais cedo ou mais tarde, não sei se antes ou depois do verão, serei operado."
"Perdi muita massa muscular, ficaram lá 30 quilos, entretanto já recuperei, até porque tenho tendência para engordar. No caso de um obeso, é uma coisa muito claro, por isso é que digo que a minha obesidade é para vida, é uma doença crónica", concluiu.
Por fim, ainda deixou escapar um pormenor curioso: "O Hugo [Mendes] e a Liliana [Campos] foram os únicos que foram ao hospital ver-me. Foram os únicos porque não queria ter lá um talk show. Essa questão da amizade e do amor que nós cultivamos é absolutamente decisivo. Obviamente, os médicos tiveram a dose de leão da minha recuperação, mas os amigos foram muito importantes."