Estrelas TVI reage às polémicas declarações de Cristina Ferreira a propósito do caso de violação: “Os tribunais a quem se recorrerá tratarão de repor a justiça”
Não se tem falado de outra coisa nas últimas horas nas redes sociais. Durante a Crónica Criminal do ‘Dois às 10’ desta terça-feira, 14 de abril, quando se debateu um caso de violação e Cristina Ferreira afirmou: "Há que ter noção dos riscos quando se combina um encontro a quatro. Mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve, e claro que têm de ouvir, mas alguém entende que ela não quer mais?"
Estas palavras geraram muita controvérsia, para além de dezenas de queixas e participações na Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Até ao momento, a comunicadora não se pronunciou. Mas, ao final da noite desta quarta-feira, 15 de abril, a TVI saiu em sua defesa através de um comunicado enviado às redações.
"Uma pergunta formulada por Cristina Ferreira aos comentadores da Crónica Criminal, acerca do assunto, desencadeou um coro de críticas, com particular repercussão nas redes sociais. Lamenta-se a forma, o tom, a descontextualização e a manipulação grosseira com que as palavras da apresentadora estão a ser interpretadas e disseminadas”, começam por defender os responsáveis. Em seguida, o canal garante que em “nenhuma circunstância, a TVI, e naturalmente Cristina Ferreira, concordaria com a banalização de um qualquer crime e muito menos, o incentivaria ou desvalorizaria. Violações ou sexo sem consentimento só podem ser objeto de repulsa e de condenação.”
“Uma coisa é uma pergunta formulada no exercício das suas funções de apresentadora, com o intuito de proporcionar oportunidade para a expressão do repúdio que atos perpetrados por violadores, outra é manifestar uma opinião crítica. A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão de banalização do crime”, argumenta a estação.
Por fim, ainda prometem avançar para a justiça. “Outra coisa também é a impunidade com que a ofensa gratuita e leviana se espalha, sem controlo, sobretudo nas redes sociais. Os tribunais a quem se recorrerá tratarão de repor a justiça”, pode ainda ler-se.