Estrelas Acalmou Nuno Markl e o filho Pedro no momento do AVC e 'enganou' os vizinhos: o relato do bombeiro que socorreu o animador e o levou para o hospital
Aquela tarde de 20 de novembro jamais sairá da memória de Nuno Markl e do filho, Pedro, mas também de Vítor Hugo Penim, o bombeiro que se dirigiu à casa do animador da Rádio Comercial e o socorreu enquanto estava a ter um AVC. A estrela do ‘Taskmaster’ já o elogiou publicamente e o bombeiro deu agora uma entrevista à revista ‘NiT’ em que revela pormenores até agora desconhecidos.
Foi o filho do radialista e de Ana Galvão quem telefonou para o 112, ainda que contra a vontade do progenitor, como, de resto, a animadora da Rádio Renascença já contou. Ao chegar ao local, o bombeiro tentou escolher “algumas palavras apropriadas que acalmassem os dois.” “A sociedade não está preparada para estas situações, muito menos um adolescente. Quando percebi que foi ele a ligar, disse que tinha feito muito bem e que era importante ter detetado o alvo, mesmo que não fosse o que o pai queria”, confidencia.
A maior preocupação foi prestar o socorro a Nuno Markl e tranquilizar também o adolescente: “Referi que é como uma febre ou uma gripe. Aparece, tem os seus cuidados, mas é algo reversível e, por isso, o pai iria ficar bem. Notei que estava assustado e era importante fazê-lo ficar mais confortável, com palavras aconchegantes”, prossegue. Vítor Hugo socorreu o parceiro de Vasco Palmeirim na casa de banho, como este também já contou, e mal o viu, reconheceu-o.
Apesar da tensão do momento, Nuno Markl tentou sempre reagir com humor: “Disse-nos que achava que era um enfarte, porque andava cansado. Expliquei que, devido aos sintomas, não podia ser isso e rimos. O trabalho dele é ser humorista, então esteve sempre bem-disposto e a repetir que o nosso trabalho é uma coisa de outro mundo. Foi assim até ao hospital”, acrescenta na mesma entrevista.
O mais curioso é que o socorrista viu-se obrigado a usar o humor no momento em que retirou Nuno Markl de casa. E teve até que enganar os vizinhos e os curiosos, usando uma desculpa surpreendente. “Calma, é uma dor de dentes”, disse por diversas vezes. A explicação é simples: “No meu dia a dia, durante qualquer emergência médica, as pessoas entram em estado de aflição e tentamos aligeirar os momentos. Existe esta tendência para fazerem questões e costumo brincar, dizer que é uma picada de abelha ou até uma unha encravada. Uma coisa é dar informações a familiares, outra é a pessoas de fora.”
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