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Beatriz Godinho
Beatriz Godinho
Beatriz Godinho, Globos de Ouro 2024
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Beatriz Godinho
Beatriz Godinho
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Beatriz Godinho
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A atriz posa para a foto no decorrer do evento
Foto: Catarina Almeida
A atriz em pose
Foto: Miguel Baltazar
O atriz Beatriz Godinho, durante a sessão fotografica

Estrelas Beatriz Godinho viu sonhos travados pela crise da habitação e mostra-se solidária com protestos: "Quanto menos nos ouvirem, mais alto temos de gritar"

27 de Outubro de 2026 às 07:20
A atriz de 34 anos nunca escondeu que ambições ficaram paradas pelos problemas da habitação, e deixa mensagem quanto à ação policial: "Se foi para calar usando o medo, estamos habituados a viver com o medo"

Beatriz Godinho fez questão de marcar presença nas manifestações pela habitação digna em Lisboa, ela que, durante vários anos, fez declarações que aludiam a quanto a sua própria vida estava dificultada por não poder comprar uma casa que lhe permitisse constituir família.

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"Tenho 34 anos, sei o que é trabalhar há 16 anos a tempo inteiro e sei o que é sentir cada vez mais que é impossível ganhar a corrida de ter uma vida digna, e isso está muito marcado pelas dificuldades de acesso a uma habitação digna", considerou a atriz, numa intervenção na SIC Notícias.

"As pessoas estão a tentar salvaguardar os seus direitos básicos e necessidades básicas para poderem contribuir de volta para a sociedade. Parece-me ingrato exigir aos jovens que construam o futuro do País, quando não são dadas as condições básicas necessárias para construir a sua própria vida", continuou.

Por isso mesmo, mostrou-se claramente discordante em relação às críticas dirigidas aos manifestantes: "Portanto, não me parece uma abordagem de pessoas egoístas, irresponsáveis e muito menos preguiçosas, porque tendo de trabalhar tanto para pagar uma renda ou comprar uma casa, não dá jeito nenhum ir para o Rossio todos os dias. Se as pessoas vão, é porque sentem a necessidade de serem ouvidas, quanto menos nos ouvirem e mais vácuo existir relativamente a esta questão, mais alto as pessoas vão ter de gritar."

"Gostaria imenso de acreditar que a ação policial não foi uma estratégia para calar os manifestantes usando o medo. Mas, se foi, a minha geração está habituada a viver com o medo todos os dias", assinalou, justificando: "Porque não saber se vamos conseguir pagar a renda ou ter acesso a uma vida digna, independentemente de quanto trabalhamos ou poupamos, (...) parece que nos sentimos encurralados."

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"Portanto, se a estratégia é essa, não me parece que seja isso que nos vai fazer parar, porque não há nada mais assustador do que olhar para o futuro sem esperança e não fazer nada relativamente a isso. Claro que sim, porque todas as tentativas de travar o diálogo. são antidemocráticas", rematou a intérprete.

Recorde-se que, em 2025, Beatriz Godinho já havia admitido, à 'Lux': "A crise de habitação que vivemos em Portugal, e que afeta toda a Europa, certamente influencia a vontade de constituir família. Se uma pessoa não consegue garantir um teto confortável e digno para si mesma, como pode responsabilizar-se por outro ser completamente dependente?"

No ano anterior, havia deixado a mesma mensagem, em declarações à 'Maria': "[A principal preocupação] é sobretudo a nível de encontrar uma casa. Para mim, começa a ser uma questão muito importante, neste momento da minha vida."

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