Estrelas Como o pai de Carolina Deslandes ultrapassou adição das drogas que o afastou da família: a história da emocionante recuperação de Francisco Deslandes
Francisco Deslandes, o pai de Carolina Deslandes, relatou a sua história no combate à adição, que começou a limitar a sua vida de uma forma incontornável, incluindo na relação com os seus seis filhos. Atualmente, está há quase 12 anos se consumir drogas e tem uma página intitulada 'Viver Sóbrio', onde faz partilhas sobre a sua reabilitação e planeia começar um podcast para convidar médicos a divulgar os seus testemunhos.
No programa 'Júlia', desta quinta-feira, 19 de março, o pai da cantora começou por contar: "Percebia que a minha chegada causava-lhes ansiedade, porque nunca sabiam como é que eu chegava, se stressado, se depois de uma noite em que tinha consumido muitas drogas e portanto, estava apático e cansado. Isto para crianças, adolescentes, jovens adultos, é perturbador."
De seguida, revela o que o levou a decidir encetar essa recuperação: "O que me fez parar foi ter-me tornado uma pessoa que eu próprio já não reconhecia, que já não estava bem de forma alguma. Estava espiritualmente derrotado. Limitava-me a existir, mas não estava ligado ao que se passava à minha volta. Pensava muitas vezes que se fosse dormir e não voltasse a acordar, era um alívio."
"Estava numa falência espiritual e sem sentido para as coisas. Tinha pouca relação com os meus filhos adultos e o meu final de linha foi isso, foi uma perda total de sentido para a vida. É a pessoa sentir-se sem alma. É um vazio constante e um pensar no que é que me tornei", concluiu Francisco.
Assim, deu o passo seguinte, tendo ficado 10 meses em recuperação: "Pedi ajuda, fui para Vila Real. Amanhã faço 11 anos e 11 meses [sem consumir]. Nesse dia, tomei uma decisão visceral: basta, chega." Através do processo Minnesota, que consiste em 12 passos, conseguiu parar o seu consumo: "É fundamental para um adito que comece a olhar para dentro e pensar o que é que a adição fez. Tornei-me num escravo da minha adição, deixei de fazer parte das pessoas importantes para mim."
Apesar de ter alcançado o seu objetivo, decidiu permanecer para ajudar outros aditos, algo que explica: "Achei que era ótimo para mim e para consolidar a minha recuperação dar de volta. A recuperação é um legado, é um testemunho. Termos a oportunidade de nos ajudar a alguém como nos ajudaram a nós é uma coisa que sai naturalmente. Fiz [formação], sentir que somos parte integrante e ativa na mudança de um ser humano é um sentimento muito especial."
Por fim, assegura que não foi com "promessas" que convenceu a sua prole de que hqavia conseguido mudar: "Começam a ver que o Francisco, o pai, já é uma pessoa que faz por fazer parte da solução e não do problema, pensam que já faz parte da mudança. Foi pelas atitudes."
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