Estrelas Do trabalho nas obras e numa funerária ao susto de morte no parto do filho: como João Paulo Sousa, o novo parceiro de Emanuel no camião do Domingão, fintou uma vida de dificuldades
Aos 37 anos de idade, João Paulo Sousa é uma das caras mais carismáticas da SIC. Está há 17 anos no canal de Paço de Arcos, onde já fez de tudo um pouco, desde entretenimento a ficção, e sempre deu o seu melhor em tudo aquilo em que se envolveu. Este domingo, 30 de novembro, recebeu uma missão muito especial: é ele quem está ao lado de Emanuel no ‘camião’ do ‘Domingão’, papel que, até há uma semana era ocupado por Luciana Abreu, entretanto de saída do canal de Paço de Arcos.
João Paulo Sousa tem um percurso de vida muito curioso e já passou por muitas dificuldades. Natural de Cumeira de Cima, em Leiria, nasceu “numa família de pessoas super pobres, com pouca escolaridade, onde não era fomentado sequer a ideia de poderes sonhar alto”, confidenciou numa entrevista à ‘Magg’. Aliás, já nessa altura era considerado “o maluco, o que tinha a mania de que era esperto.”
Aos 12 anos, já trabalhava nas obras para conseguir chegar à sua independência financeira e comprar aquilo que desejava. “Era servente, ajudava naquilo que fosse preciso” ,recordou no ‘Alta Definição’. Também chegou a ir para a apanha da fruta no Verão e até trabalhou “aos fins de semana” na funerária do tio.
Mas a ambição e a vontade de fazer mais levaram-no longe, mesmo com tantos entraves. “Outro dia encontrei o meu professor de Ciências no secundário. Eu ou era muito bom ou muito mau aluno. O gajo disse que eu tinha esta ambição desmedida já desde a adolescência. Eu era ativamente posto no meu lugar, diziam-me ‘não é para ti, não sonhes, não faças’”, lembrou.
Em 2007, então com 19 anos, rumou a Lisboa à procura de um lugar no pequeno ecrã. “Vim fazer um workshop durante dois ou três meses, tinha 120 euros na conta e conversei sobre isto com o meu primo Bruno, que é mais velho, que é quem me dava conselhos, e eu disse-lhe assim ‘existe hipótese, depois de fazer este workshop, de ficar com este trabalho, onde me oferecem 400 euros. Eu tenho 120 euros na conta’ e ele disse ‘isso dá um lucro de 280, portanto eu acho que devias apostar. Tu não tens nada, vai e experimenta’. Aqueles dois meses sobrevivi com os 120 euros. Deu e fiquei”, contou ao podcast ‘Na Caravana’. Este trabalho era a série ‘Morangos com Açúcar’, que mudou para sempre a sua vida.
"Já tive tantas fases de vida profissional em que diziam ‘és o próximo Manzarra’, ‘és o próximo Baião’ e eu só quero ser o próximo João. Não estou muito interessado em ser o próximo ninguém"
Quis sempre tornar-se um melhor profissional, estudou na ACT – Escola de Atores, fez comédia de improviso, teatro de revista, e ainda começou a tentar a sua sorte no mundo da apresentação. Do ‘Curto Circuito’, na SIC Radical, transitou para a SIC e é hoje uma das caras principais do canal. Mas sempre recusou um certo tipo de elogios, como o próprio confidenciou à ‘Magg’. “Já tive tantas fases de vida profissional em que diziam ‘és o próximo Manzarra’, ‘és o próximo Baião’ e eu só quero ser o próximo João. Não estou muito interessado em ser o próximo ninguém”, respondeu, garantindo que a ideia de ter um programa só dele não o inquieta. “Quando estava na fase de transição, de sair do ‘Curto Circuito’ tinha muito essa ideia. ‘Eu vou ser bem sucedido quando tiver um programa’. Depois fiz três anos de domingo à noite com a Diana Chaves [‘Não Há Crise!’ e ‘Smile’] e senti-me muito bem sucedido. Mas depois apercebi-me de que a minha vida não estava assim tão diferente. Eu chego a casa e continuo a ter de lavar a loiça, de aspirar. Eu consegui por na minha cabeça que eu não preciso disso para ser bem sucedido. Eu já me sinto bem sucedido”, prosseguiu.
Paralelamente à vida profissional, construiu uma família feliz ao lado da mulher, Adriana. Estão juntos há mais de duas décadas, quando ele não trabalhava sequer ainda em televisão. E o segredo é o respeito e, precisamente, terem crescido juntos. “Não consigo sequer conceber o que é a relação de duas pessoas que se conhecem já em adultas, já tendo passado por outras coisas. É bizarro para mim pensar nisso. Acho que o segredo é termo-nos mantido juntos, criado uma vida juntos. Não quer dizer que tenhamos ido sempre pelo mesmo caminho. Somos pessoas completamente diferentes hoje em dia. É inabalável a nossa ligação, a nossa confiança. E nem sequer é uma coisa que eu possa dizer a alguém 'é assim que se faz'. Eu não consigo convencer nenhum adolescente a ser monogâmico desde os 15, 16 anos. O segredo é este mais é difícil de replicar”, admitiu.
Um dos momentos mais felizes e ao mesmo tempo de maior tensão da sua vida aconteceu naquele dia 26 de fevereiro de 2023, quando nasceu o bebé Leonardo. “Fomos para o hospital e a Adriana teve um síndrome chamado pré-eclâmpsia, que é uma coisa pelos vistos bastante comum mas que nós desconhecíamos”, admitiu, lembrando que a companheira “estava com a tensão muito alta” e que “não pôde ser um parto” como imaginaram.
“Apesar de tudo teve coisas maravilhosas. O Leonardo saiu bem, correu bem e aquele momento da primeira vez que o vês foi incrível, ainda não descobri palavras para descrever isto”, lembrou.
Hoje em dia, paralelamente à televisão, tem uma vida familiar estável, trabalha na Rádio, tem vários projetos nas redes sociais e coloca música pelo país no duo InsertCoin.
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