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Foto: Instagram/Al-Hilal
Jorge Jesus, aniversário
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Jorge Jesus, aniversário
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Jorge Jesus
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Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus, Sporting-Real Madrid, 2016

Futebol Os anos passam mas a dor continua! Como Jorge Jesus recorda a perda dos pais

11 de Julho de 2026 às 17:43
O novo selecionador nacional recordou os momentos em que disse adeus à mãe e ao pai

A infância de Jorge Jesus, o novo treinador nacional pode não ter sido em berço de ouro mas este recorda-a a com carinho e emoção, em especial a ligação aos pais, aos irmãos...e ao futebol. Contudo, e sabendo que nem tudo era fácil, tentou ajudar em casa desde muito novo. Revelando no 'Alta Definição' não ser muito dado aos estudos, Jorge Jesus explicou a Daniel Oliveira ter querido ajuda em casa desde cedo. "Antes de ir para a escola, levantava-me às cinco ou sei da manhã e como vivíamos numa zona industrial, na Amadora ia ao cobre", contava. "Ia ao ferro velho sacar cobre e vender. E era assim que tinha algum dinheiro e ajudava em casa."

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Jorge Jesus garante que nem ele nem os irmãos, nem os pais "alguma vezes passámos fome" mas ele queria ajudar em casa, pois além dos filhos os pais do treinador criaram outras crianças. "Não abundava a situação financeira mas dava para todos. Só quando entre para o futebol é que passe a ter algumas posses".

Dos pais têm as melhores recordações, por isso foi uma dor perdê-los. Pela mãe contou ter andado "oito anos de luto" depois desta falecer com um problema de cancro. "Ainda hoje penso nela todos os dias", diz referindo-se a Maria Elisa. "A minha mãe faleceu em 1994 a continua a estar em mim. Não fisicamente mas sentimentalmente", explicou o selecionador nacional, que considera que a mãe "foi uma santa" e a pessoa que o fez quem é. "Ela e o meu pai ensinaram-me amor, respeito pelo outro, a pertença à família...e por isso perdê-la, a minha mãe foi doloroso".

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Pior para Jorge Jesus foi vê-la sofrer devido ao cancro. Nessa altura treinava o Felgueiras e contratou uma enfermeira para ajudar a progenitora no que esta precisasse. Contudo, e porque as dores da mãe, devido ao cancro eram muitas, era Jorge Jesus que fornecia a morfina à enfermeira quando esta faltava em Lisboa. "Eu treinava durante o dia, e à noite trazia a morfina porque ela não suportava as dores. Fazia de Felgueiras a Lisboa de carro. Esperava e depois voltava. Não dormia, muitas vezes", recordava com lágrimas nos olhos esta fase dolorosa. "Mas já passou".

Dizer adeus ao pai também foi um golpe duro. Virgulino Jesus perderia a vida anos mais tarde, devido a complicações causadas pelo Alzheimer, em 2017. "Lembro-me que saia do treino e ia vê-lo", dizia com emoção. "A memória foi desaparecendo. E depois já não se lembrava de nada". Tanto é que que Virgulino, um sportinguista, que tinha jogado para o Clube dos Leões nos anos 40, não iria ver o filho a liderar os destinos do clube. "Ele nunca soube que eu treinava o Sporting. Já não teve noção disso"     

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