Estrelas Rui Borges quer voltar a sorrir contra ex-clube: como o Vitória mudou a vida do treinador do Sporting e o permitiu cumprir o sonho de carreira
Foi em Guimarães que Rui Borges deu o último passo no futebol português antes de cumprir o desiderato de estar ao comando de um dos tradicionais grandes do futebol português: apenas meia temporada no Vitória SC foi o suficiente para que o Sporting, na altura a viver a turbulência do pós-Ruben Amorim e, já na sequência da aposta gorada em João Pereira, apostasse nas suas qualidades para o ataque ao bicampeonato.
Antes, a sua única experiência primodivisionária havia sido no Moreirense, após subida a pulso pelas divisões inferiores, e, nos cónegos, fez uma época notável, mas foi a resposta dada à inerente exigência da massa adepta vitoriana que acabou por destacá-lo entre os demais. A aposta de António Miguel Cardoso, então líder do Vitória, deu frutos e Rui Borges rubricou um excelente percurso europeu, com 10 vitórias e 2 empates, guiando os vimaranenses desde as pré-eliminatórias à fase a eliminar da Liga Conferência.
A saída abrupta do Vitória para dar o salto para o Sporting fez com que o treinador de 44 anos não tivesse deixado grandes amizades na cidade-berço, sendo que, à chegada, frisara a "honra e orgulho" por representar o emblema vitoriano. Poucos dias depois de assinar, regressou ao estádio D. Afonso Henriques e acabou por ser chamado de "traidor" pelas claques da casa, cenário que, aliado com os insultos que recebeu das bancadas, condenaria na conferência pós-jogo.
Os tempos que se seguiram em Alvalade deram poucos motivos ao mirandelense para olhar para trás, já que conseguiu erguer o troféu da I Liga em Alvalade, conjuntura que descreveu como a "concretização de um sonho", ao qual agregou a Taça de Portugal. Já nesta época, fez história ao ter chegado aos quartos de final da Liga dos Campeões, algo que o Sporting nunca havia alcançado na era moderna.
Todavia, a hecatombe que ocorreu com os leões nas semanas que se seguiram, com a perda de sete pontos a traduzir-se no abrir mão do segundo lugar e do consequente acesso à Liga dos Campeões. Nem este percalço afastou o presidente Frederico Varandas do desejo de renovar o seu contrato, objetivo que se materializou, pese à má fase verde e branca.
Depois, o empate do Benfica em Famalicão neste sábado devolveu a ténue esperança de recuperar o segundo posto, ficando dependentes de uma perda de pontos encarnada nas últimas duas jornadas, mas é um sonho que só se manterá possível caso Rui Borges consiga superar, nesta segunda-feira, 4 de maio, a sua antiga equipa, contra a qual já foi eliminado da Taça da Liga nesta época.
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