Estrelas Tudo em pratos limpos! Cláudio Ramos esclarece polémicas com André Ventura, recorda episódio de homofobia e garante que conversaria com o político “desde que ele soubesse ouvir”
O desaguisado não é de hoje, mas ainda recentemente deu que falar. André Ventura, de 42 anos de idade, foi convidado do programa ‘Dois às 10’ e tal como já havia acontecido no passado, Cláudio Ramos, de 52 anos de idade, não esteve presente. Mas, desta vez, assegura o próprio, “foi um acaso.” “O André Ventura estava marcado para dia 11 de novembro e eu 11 de novembro não estava, a equipa sabia que eu não estava, como não estou quase nunca no dia dos meus anos, aproveito para sair”, começa por esclarecer ao podcast ‘Dona da Casa’, da Antena 3.
O conflito entre os dois ganhou grandes proporções em 2019, quando o comunicador era comentador do ‘Passadeira Vermelha’, da SIC Caras. “A propósito de uma discussão que o André Ventura teve com a Carolina Deslandes, dei uma opinião e disse que acho perigoso o discurso do André Ventura e continuo a achar. Nesse dia, o André Ventura publica nas redes sociais uma coisa a meu respeito homofóbica, achatória com um sentido de ‘ouvi dizer que o inenarrável Cláudio Ramos’ - eu não ofendi, só disse que o achava perigoso - ‘não te preocupes, Cláudio, também, não fazes o meu género’. Eu que sou uma pessoa inteligente, percebi exatamente onde é que ele queria chegar”, lembra.
"É óbvio que não vou deixar de fazer o meu programa porque o André Ventura vai ao programa, não, isso não. E se eu tiver alguma pergunta para lhe fazer, faço"
De então para cá, nunca se falaram, mas Cláudio Ramos faz questão de assegurar que “não estou com a isto que não vá entrevistar o André Ventura um dia.” “É óbvio que não vou deixar de fazer o meu programa porque o André Ventura vai ao programa, não, isso não. E se eu tiver alguma pergunta para lhe fazer, faço”, insiste. No caso da última entrevista, o apresentador destaca que Cristina Ferreira “fez-lhe as perguntas que eu faria, porque temos mais ou menos a mesma linha de pensamento.”
Mas até sobre isso, a estrela da TVI tem uma opinião “muito definida e muito decidida, não quer dizer que ela não mude amanhã”. “Penso há muito tempo que as opiniões não são todas válidas. Não é porque se tem uma opinião, esta coisa moderna de se dizer ‘ah, as opiniões são todas válidas’, não são todas válidas, mas esta coisa de ser a minha opinião não valida tudo. Há coisas com as quais não concordo e não vou concordar nunca”, frisa. Cláudio Ramos não quer passar a linha, mas acredita que cada vez mais “é preciso as pessoas abrirem os olhos para perceber o que aconteceu [no passado, a nível político].”
“Não estou com isto a dizer que a responsabilidade é do André Ventura. A responsabilidade é de todas as pessoas que fazem duas coisas: a primeira não votam e a segunda não veem o que vão fazer, não percebem no que é que vão votar. Um partido político no qual votamos não devemos fazê-lo apenas e só porque uma pessoa num debate diz meia dúzia de coisas, porque num sítio qualquer se grita e se disse coisas que a maioria quer ouvir”, destaca, enaltecendo que “é importante perceber se aquelas coisas que se dizem fazem sentido e, melhor, é importante quem vota perceber se aquelas coisas que foram prometidas têm sentido e podem ser cumpridas.”
Questionado sobre se é errado convidar André Ventura, Cláudio Ramos nega. “Vivemos numa democracia e todas as pessoas têm direito a um espaço onde se possa debater.” “Mas o convidar, não significa que eu concorde [com as ideias defendidas]. Se dependesse de mim, não daria voz a coisas que sei que me vão prejudicar no futuro, não é a mim, não é à minha filha, mas podem prejudicar os meus netos, se os tiver, e podem prejudicar muitas outras pessoas. Eu não mando, não decido. Não vou castrar alguém por ter uma opinião porque é diferente da minha, agora não quer dizer que seja válida”, defende.
"Se é este tipo de pessoa que se defende desta maneira que eu quero como Presidente da República? Não"
Para além disto, o rosto do ‘Dois às 10’ reforça a ideia de que não se importa de estar com André Ventura, mas com uma condição. “Desde que ele soubesse ouvir, isto faz toda a diferença. Eu não preciso de gritar para me fazer ouvir. O André Ventura tem direito à opinião dele, eu não considero válida até que não me seja provada como entendo que deve ser provada”, aponta. “Acho muito bem que se tenham ideias, se as querem ter, mas logo a seguir digam como e porque é que as coisas acontecem”, enaltece.
Mas, ainda uma certeza: “Se é este tipo de pessoa que se defende desta maneira que eu quero como Presidente da República? Não”, rematou.
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