Casa dos Segredos A dor que ninguém vê: Diana Dora da Casa dos Segredos foi atropelada pelo metro e ficou com sequelas para a vida que a impedem até de “pegar na filha ao colo”
Diana Dora, de 32 anos de idade, entrou na ‘Casa dos Segredos 10’ com um segredo que a remete para um trauma recente, o de ter sido atropelada pelo metro há menos de dois anos. Um acidente que deixou sequelas que mudaram a vida da picheleira para sempre.
Em declarações aos jornalistas após a expulsão relâmpago da ‘Casa dos Segredos’, Diana falou do momento que marcou a sua vida, aquele em que ia a atravessar a rua com um colega de trabalho e acabou por ser atropelada. Do impacto, Diana não tem lembranças. As suas memórias só começam dias depois do internamento, onde chegou a estar em coma induzido, tal como a TV Guia anuncia na edição desta semana. Agora é a própria ex-concorrente da ‘Casa dos Segredos’ quem fala daquele momento que quase lhe custou a vida.
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“Na minha cabeça, eu nunca fui atropelada pelo metro, porque eu não sei o que é ser atropelada”, comentou. “Eu só sei que tenho hoje parafusos, as dores e essas coisas todas. O meu colega sofreu muito, ficou mal psicologicamente porque viu tudo, eu fui projetada a 15 metros”, acrescentou.
“No fundo, tive uns anjinhos porque na altura do meu acidente, quando eu voei, fui projetada, fiquei por baixo do metro do lado direito [...] Neste preciso momento, estava a sair uma médica do hospital de Santo António que viu, pousou as sacas e veio-me socorrer. E no preciso momento em que fui projetada, e que aconteceu tudo, isso que me contaram, estava a passar um bombeiro que transporta aquelas pessoas que vão para as fisioterapias, ele viu tudo, parou e veio socorrer. Por isso eu tive dois anjos naquele momento que chamaram logo as ajudas”, revelou.
No hospital, Diana passou por uma cirurgia à coluna e colocou um parafuso na anca. “Tive também danos faciais, mas nada grave.” Ainda hoje, há outras consequências de toda esta tragédia. “As pessoas olham para mim e veem uma Diana que aparentemente está bem, mas só eu sei as dores que eu sinto. Não poder simplesmente pegar na minha filha ao colo, sentir o formigueiro nas pernas, não pegar numa saca de compras porque me dói a anca. Tudo isso veio modificar um pouco a minha vida, por isso eu digo que tenho a vida minimamente normal, mas não é normal”, desabafou.
"As pessoas olham para mim e veem uma Diana que aparentemente está bem, mas só eu sei as dores que eu sinto. Não poder simplesmente pegar na minha filha ao colo, sentir o formigueiro nas pernas, não pegar numa saca de compras porque me dói a anca"
Por fim, a picheleira lamentou não poder voltar à rotina de exercícios físicos, devido às dores que ainda sente. “Após 6 meses, os médicos disseram para eu fazer o exercício, tentar fazer um bocadinho de ginásio, mas eu não posso fazer tudo no ginásio. Eu ainda tentei ir, mas, mesmo assim, coisas que eu podia fazer com a coluna, até porque eu tenho que fortalecer a coluna, custava muito aos joelhos, então tem que ser aos poucos”, rematou.