Estrelas A gravidez que odiou, mais filhos e proibir as redes sociais: Bárbara Tinoco abre o coração sobre a experiência com a maternidade e estabelece objetivos para o futuro
Bárbara Tinoco foi mãe aos 26 anos, em maio passado, da pequena Masha, fruto da relação com o músico russo Feodor Bivol. A cantora lançou agora um álbum, 'Hormonal', que se inspirou também na experiência com a gravidez e, nas entrevistas da sua promoção, falou sobre como foi todo este processo.
"A única coisa que mudou mesmo em mim foi ter um bebé. Estou transformada para melhor. Eu que nunca me achei uma mulher bonita, olho ao espelho agora e sinto-me bonita", referiu, numa entrevista à 'Sábado'. Já no podcast 'Camarim', da Comercial, fez uma revelação: "Precisei de ganhar um bocadinho de perspetiva para escrever sobre isso. Porque eu odiei estar grávida, não sei como é a experiência com outras mulheres, mas para mim foi absolutamente horrível, a pior coisa que eu já fiz na vida. Em oposição à melhor coisa que já fiz na vida, que foi ter o bebé."
Entre outras confissões, deixou explícita a postura que tem enquanto progenitora. "Quero desde sempre não ser uma mãe perfeita, em vez de ter aquela luta de 'a minha filha não vai saber nada do que fiz no passado de mal, para a minha filha, sou uma folha em branco', e eu nunca quis ser uma folha em branco", disse.
"Quero que a minha filha saiba que independentemente de tudo aquilo que aconteça na vida dela, eu já escrevi uma canção sobre isso e não há nenhum erro que vás cometer que a tua mãe não tenha feito três vezes", acrescentou.
Mais tarde, Bárbara Tinoco revelou que pretende aumentar ainda mais a família no futuro. "Acho que atingi muitas coisas que, quando era adolescente, sonhava e nem sequer sonhava que ia conseguir. Mas na verdade, desde muito nova que eu queria ser mãe cedo e agora eu quero ter mais filhos", frisou.
Noutro podcast, 'A Vida não é o que Aparece', do 'Público', Bárbara subscreveu algumas das supramencionadas ideias e ainda foi desafiada a dar o seu ângulo sobre criar uma rapariga num ambiente de cada vez maior masculinidade tóxica. "Quero criar uma filha que, se ela estiver numa sala em que esteja toda a gente a fazer uma coisa com a qual não concorde e ache errado, se vai levantar e dizer: 'Acho isto errado e não vou fazer parte disto.' Isto é a filha que eu quero criar, agora o mundo à volta eu não vou controlar", referiu.
"Mesmo assim os filhos não são nossos. Sou muito feliz de ser mãe, é verdade, mas a filha não é minha. Vai crescer, tem o caminho dela, as decisões dela e a vida é dela. Se eu lhe puder passar alguma coisa é ser a pessoa que levanta a voz se estiver numa sala que não concorde", completou.
Já sobre as redes sociais, Bárbara Tinoco deixou desde já um aviso: "Ela não vai ter. Ela vai dizer 'és bué má mãe, todos têm e eu não tenho', pos temos pena. Nunca tive, só tive aos 18 anos e só tive porque comecei esta profissão. Eu não tinha Facebook nem Instagram, não tinha nada. Fiz a faculdade sem isso. Não tinha interesse, o meu desgosto com as redes é genuíno, vivia bem sem aquilo e teria continuado a viver bem sem aquilo." Depois, complementou: "Quando for crescida e terá idade para compreender a decisão que estiver a tomar, aos 12 anos, não."
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