Fora de Campo A infância nómada, a subida a pulso após "desprezo" de Ruben Amorim e o romance discreto: o outro lado de Renato Veiga, estrela da Seleção no Mundial
Hoje um dos titulares da Seleção Nacional aos 22 anosk, Renato Veiga não teve um percurso igual a qualquer futebolista. Filho de Nelson Veiga, antigo internacional cabo-verdiano e ex-jogador da I Liga, foi obrigado a operar diversas mudanças de realidade bem cedo na sua vida.
Com apenas quatro anos, mudou-se para Chipre, quando Nelson assinou pelo Omonia, e, pouco mais tarde, após este se ter transferido para os marroquinos do Kawkab e já depois de um primeiro período na academia do Sporting, viveu também em Marraquexe, durante um largo período de tempo, o suficiente para aprender a falar árabe, um dos cinco idiomas que conhece.
Aos 14 anos, na sequência do regresso do pai a Portugal, começou a jogar nos escalões do Real de Massamá, antes de ser recrutado novamente pelo Sporting, e, depois daí, nunca mais parou de evoluir. "Ele começou a jogar em Chipre, mas foi em Marrocos que cresceu mais. Ele pensou sempre só em futebol", confidenciou o progenitor do internacional português, à Tribuna Expresso, numa entrevista em que assinalou: "Eu era fisicamente mais forte e explosivo do que ele, até pela minha morfologia, mas tecnicamente, a maneira de ler o jogo, ele é muito melhor. (...) Ele é um 'workaholic'."
O próprio conta que essa itinerância o ajudou a ser o que é hoje. "Sou uma pessoa que gosta de ir buscar um bocado de tudo, sempre, para crescer e evoluir. Tirei coisas de todos os lados. Isso ajudou-me a construir o meu caráter. Os meus pais foram excelentes exemplos", confidenciou ao site do Chelsea.
Chegar ao gigante londrino, em 2024, foi algo que nunca imaginara. Nos leões o máximo que alcançou foi ser uma das peças-chave da equipa B, mas Ruben Amorim nunca apostou nele para a equipa principal. Aí, teve de fazer um caminho mais longo: foi emprestado ao Augsburgo, na Alemanha, depois mudou-se para a liga suíça, onde impressionou ao serviço do Basileia.
"Cada jogador tem o seu percurso, o meu foi por fora [do Sporting]. Estou muito grato ao Sporting por tudo aquilo que me deu nas 13 épocas que lá estive. Na altura, o treinador era o Rúben Amorim, que decidiu não apostar em mim, eu fiz o meu percurso por fora e estou muito grato por assim ter acontecido", explicou, apesar de frisar a gratidão que tem pelos leões.
Foi aí que chamou a atenção do Chelsea, onde jogou 18 jogos: seguiu-se um período noutro colosso, a Juventus, antes de se estabilizar no Villarreal, onde ainda joga. Pelo meio, estreou-se, em outubro de 2022 pela Seleção Nacional pela mão de Roberto Martínez num encontro frente à Polónia, e logo a titular. Neste Mundial, carrega consigo um número com muito simbolismo: o 13 que Eusébio envergou no primeiro Mundial da equipa das Quinas: "Não digo que seja um peso, mas sim um privilégio. Foi a camisola que Eusébio utilizou no Campeonato do Mundo de 1966 e isso traz uma motivação extra."
A acompanhá-lo nesta caminhada está a namorada, Catarina Barreiros. O casal sempre preferiu manter a discrição, mas Renato Veiga não resiste a fazer-lhe dedicatórias nos aniversários, quando mostra raras imagens da vida a dois. Neste Mundial, já surgiu numa fotografia ao lado de Madalena Aragão, namorada de João Neves, e de Carolina Cunha e Silva, companheira de Pedro Neto.
1/9
Renato Veiga e Catarina Barreiros
2/9
Catarina Barreiros, Madalena Aragão, e Carolina Cunha e Silva
3/9
Renato Veiga e Catarina Barreiros
4/9
Renato Veiga e Catarina Barreiros
5/9
Renato Veiga e Catarina Barreiros
6/9
Renato Veiga e Catarina Barreiros
7/9
Renato Veiga e Catarina Barreiros
8/9
Catarina Barreiros
9/9
Renato Veiga e Catarina Barreiros