Fora de Campo O que é feito de Paula, a namorada de André Silva, um ano após emocionar o mundo no funeral de Diogo Jota e do irmão?
Há feridas que o tempo não consegue sarar. Por um lado, pode ensinar a viver com a dor e até torná-la menos visível aos olhos dos outros, mas nunca a faz desaparecer. Um ano depois da morte de Diogo Jota e André Silva, muitos choram ainda a sua partida. Adeptos, amigos, fãs e, claro está, familiares. Mas, para além dos pais enlutados, Isabel e Joaquim Silva, e da viúva Rute Cardoso, há uma outra mulher que continua a carregar esse peso em silêncio. Chama-se Paula Trigo, a namorada de uma vida do irmão do craque do Liverpool.
Naquela madrugada de dia 3 de julho de 2025, a vida de Paula mudou para sempre. A morte inesperada de André Silva, quando seguia de carro com o irmão destruiu um futuro que ambos antecipavam auspicioso. Foram mais de sete anos de uma relação discreta, até porque tal como o namorado – que sempre recusou as luzes da ribalta - também Paula, enfermeira de profissão, se quis manter longe das luzes da ribalta. Já viviam juntos e até falavam em casar e construir uma família. Mas o destino não permitiu que estes desejos se concretizassem.
As imagens do funeral continuam a emocionar o mundo e são difíceis de esquecer. Agarrada ao caixão de André, inconsolável, Paula – uma ilustre desconhecida para o mar de adeptos e fãs de futebol que acompanharam tudo - chorava como quem via partir não apenas o companheiro, mas também todos os sonhos que tinham desenhado juntos. Foi um dos retratos mais marcantes daqueles dias de profunda consternação e mostrou ao País uma dor impossível de esconder.
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Cunhada de Diogo Jota chora no funeral do irmão do jogador
4/8 - Foto : Victor Sousa/Movephoto
Cunhada de Diogo Jota chora no funeral do irmão do jogador
5/8 - Foto : Paulo Calado
Irmãos Diogo Jota e André Silva morrem juntos após ligação eterna
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André Silva, irmão de Diogo Jota, também morreu no acidente em Zamora, Espanha
7/8 - Foto : carlos gonçalves
André Silva, irmão de Diogo Jota, morreu num acidente de carro em Zamora, Espanha
8/8 - Foto : Victor Sousa/Movephoto
Cerimónia fúnebre de André Silva e Diogo Jota, atletas sepultados junto à família
Depois desse dia, nunca mais se ouviu falar de Paula Trigo. Ao contrário de tantos familiares e amigos que participaram em cerimónias, tributos e homenagens públicas, a enfermeira nunca mais foi vista. Abriu uma única exceção ao dar o seu testemunho à biografia de Diogo Jota - ‘Nunca Mais é Muito Tempo’ - escrita por José Manuel Delgado e e na qual deu também alguns pormenores do conto de fadas que viveu com o grande amor da sua vida.
O sofrimento passou a ser vivido na intimidade, entre paredes onde as recordações continuam bem vivas. Longe das objetivas, encontrou refúgio na família e nos amigos que nunca a deixaram cair. São eles que, dia após dia, a ajudam a reconstruir uma vida que jamais voltará a ser igual. Há, porém, uma ligação que permanece inquebrável. Apesar da ausência pública, Paula continuou próxima dos pais do namorado e chegaram a ir juntos ao Santuário de Fátima, já após a tragédia, cumprir a habitual tradição de André de visitar aquele local antes do início de cada época desportiva.