Estrelas Ex-concorrente da Casa dos Segredos questiona hipocrisia e denuncia marcas que lucram com o escândalo de Diogo, Eva e Ariana mas recusam patrocinar caras de reality shows
Em poucos dias, a polémica do triângulo amoroso Eva, Diogo e Ariana deixou a ‘Casa dos Segredos’ e as redes sociais em brasa. O assunto ajudou o reality show a bater recordes de audiência na TVI, e cá fora não se fala de outra coisa. Estrelas da televisão, ex-concorrentes ou influenciadores digitais têm criado conteúdos em torno disto.
Todavia, há quem não aguente “a hipocrisia gigante neste meio” e faça questão de expor um flagelo publicamente. Na manhã desta quinta-feira, 26 de março, João Ricardo, comentador do formato e ex-concorrente, denunciou o rótulo que existe, mas que em momentos como este é ignorado. “Marcas, agências e influenciadores passam a vida a vender uma imagem ‘premium’, enquanto olham para concorrentes de reality shows como se fossem um problema de reputação mas depois são os primeiros a estudar cada episódio, a comentar cada polémica, e a usar tudo isso para crescer os seus números”, começa por apontar.
O empresário critica o facto de várias marcas não se associarem publicamente, “mas consomem tudo em privado como se de algo criminoso se tratasse.” “Não valorizam o conteúdo mas vivem do alcance que isto gera e ai meus queridos, a piada faz-se sozinha!”, prossegue.
João Ricardo não quer expor nomes ou marcas, mas garante ter provas do que diz. “Isto não é opinião, é comportamento padrão e repete-se sempre que os programas estão no ar. É aqui que eu considero que existe a hipocrisia, porque não é só preconceito, é oportunismo disfarçado de superioridade”, denuncia.
"Reality shows dão audiência, dão conversa, dão dinheiro, e dão relevância. Muita gente que aponta o dedo depende disso mais do que gosta de admitir e é caso para dizer que está na hora de saírem do armário"
Na sua opinião, trata-se de uma “verdade simples e que claramente custa a alguns engolir”. “Reality shows dão audiência, dão conversa, dão dinheiro, e dão relevância. Muita gente que aponta o dedo depende disso mais do que gosta de admitir e é caso para dizer que está na hora de saírem do armário! Broncos? Há em todo o lado, começa na Assembleia da República e acaba onde vocês quiserem, porque é mesmo em todo o lado! A diferença neste contexto é que uns assumem o que são, outros escondem-se atrás de uma narrativa conveniente achando que são a última bolacha do pacote”, frisa.
Apesar de tudo, João Ricardo reitera que “não há problema nenhum em não gostar mas considero que há um problema gigante de personalidade em fingir que não se vê, enquanto se aproveitam de tudo o que dali vem para ganhar seguidores, engagement e visualizações. “Se é para usar, assumam! Se as marcas se identificam? Assumam! Agora este jogo de cuspir para o lado, enquanto se come do mesmo prato, já não engana ninguém”, remata.