Estrelas Irene Cruz assume falhas de memória: "Se tiver Alzheimer, prefiro morrer”
Irene Cruz pertence a uma geração de actores de renome e marcantes no teatro e televisão. Agora, com 73 anos, afirma que continua "a ser a mesma" mas... sem ser requisitada para trabalhos no pequeno ecrã. Porém, a idade não é algo que a assusta. "Esqueço-me de que tenho 73 anos, apesar de saber que os tenho. Não fiz plásticas nenhumas, nem uso cremes caros", começa por afirmar, orgulhosa da jovialidade que ainda transmite.
A atriz abriu as portas do seu camarim no Teatro Aberto, em Lisboa, à 'TV Guia', numa entrevista emotiva, conta como têm sido estes últimos tempos da sua vida, marcados pela falta de memória, que a tem afectado tanto no trabalho como no dia-a-dia. "A minha [memória] anda cansada, porque trabalho desde os 15 anos, e ali comecei a ter alguma temeridade." Depois, acrescenta: "Mas o pior é quando achamos que não vamos conseguir decorar ou fazer. Fui estúpida a esse ponto, de achar que não era capaz..."
Doenças malditas
"Ao início, fiquei preocupada. Mas, depois, comecei a relativizar. Trabalho desde os 15 anos, já tenho 73. Já decorei muita coisa, já fiz muitas personagens. A cabeça, aos 73, diz: ‘Aguenta aí um bocadinho, tem calma, Irene’."
E o maior medo da actriz é passar pelo mesmo drama com que viu o pai morrer: "Se tiver Alzheimer, prefiro morrer. Mas ninguém me vai matar. Mesmo que eu deixe, ninguém me vai fazer isso. É muito doloroso. Também não me apetece morrer como a minha mãe, de cancro. Ela escondia a dor para não sofrermos", desabafa.
Leia a entrevista na íntegra na 'TV Guia', que chegou às bancas esta sexta-feira.