Estrelas Nelson Évora conta porque passou a aparecer na televisão após "ajuda" de Bruno Nogueira e revela ter ficado triste com a opinião das pessoas sobre si
Depois de anos em que foi visto pelos portugueses nomeadamente como um atleta de alta competição, até pela medalha de ouro que agregou ao acervo olímpico português em Pequim, no ano de 2008, Nelson Évora começou, nos últimos anos, a assumir uma outra faceta, nomeadamente após ter sido uma das personalidades a contribuir para os diretos de Bruno Nogueira na pandemia, intitulados 'Como é que o Bicho Mexe'.
Desde então, venceu o 'Dança com as Estrelas' e foi concorrente do 'Congela', da TVI, assim como convidado de 'Masterchef', 'I Love Portugal' e 'Taskmaster', da RTP1, tendo ainda amplificado a sua atividade nas redes sociais. Aliás, ainda nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, esteve presente na emissão especial de aniversário da TVI.
Agora, o triplista de 41 anos revela como se deu essa transformação, durante uma entrevista à 'Tribuna Expresso': "Esse momento acabou por ser super engraçado, porque a minha participação no 'Como é que o Bicho Mexe' foi uma bola de neve da covid-19, do isolamento. Foi uma surpresa até para mim perceber que as pessoas só me viam como uma máquina que se calhar nem come, mete um óleo sintético no corpo, está dentro do frigorífico e só sai para competir. Deixou-me triste."
"Aquilo que as pessoas viram ali foi o lado mais real do Nelson Évora. Sempre fui uma pessoa divertida, de fazer partidas aos amigos, sempre fui o palhacinho dentro do meu núcleo de amigos. Perceber que o público não me via nesse papel foi um abre-olhos. As pessoas realmente só me veem como um produto", relatou.
"O público que alcancei nesse momento não tinha nada a ver com o desporto. Esse público não me acompanhava, não sabia quem eu era. Tinham uma ideia que eu ganhava medalhas e aperceberam-se que tenho jeito para outras coisas", acrescentou o atleta.
"O público que alcancei nesse momento não tinha nada a ver com o desporto. Esse público não me acompanhava, não sabia quem eu era"
"Posso dizer que se calhar fui dos desportistas que mais me expus. Fui o desportista que mais programas de televisão fez. Fiz anúncios de televisão. Sempre quis mostrar uma outra vertente daquilo que eram as medalhas, as grandes competições. (...) Tanto eu como a minha equipa sempre tivemos o cuidado de mostrar que existe um humano por trás de tudo aquilo. Mas se calhar fizemos um mau trabalho até à covid-19. Porque nessa altura percebi que quando consegui chegar a um outro público, as pessoas diziam, ele afinal tem piada, ele afinal...", concluiu Nelson Évora.