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Sá Pinto ignora conflito e muda-se para o Irão
1/5 - Foto : D.R. Sá Pinto ignora conflito e muda-se para o Irão
Sá Pinto ignora conflito e muda-se para o Irão
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Sá Pinto ignora conflitos e treina no Irão
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Sá Pinto ignora conflito e muda-se para o Irão
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Sá Pinto ignora conflito e muda-se para o Irão
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Estrelas No meio da tensão, Sá Pinto arrisca tudo e fica sozinho no Irão após saída de toda a sua equipa técnica para apoiar os seus jogadores

15 de Janeiro de 2026 às 16:00
Com Teerão num clima de cortar à faca, o treinador português do Esteghlal tomou a decisão de permanecer em território iraniano, ao contrário dos seus adjuntos e de antigo futebolista do Sporting
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Ricardo Sá Pinto
Irão
Tensão
Drama
Treinador
Conflito

Ricardo Sá Pinto foi o único membro da equipa técnica do Esteghlal que permaneceu no Irão após o eclodir do conflito que levou muitos cidadãos estrangeiros a abandonar o país, fruto da vontade dos manifestantes em derrubar o regime instalado, e com a ameaça pendente dos Estados Unidos em invadir o território.

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A revelação foi feita por Nuno Morais, adjunto do técnico português, em declarações à CNN Portugal. "Ele, como líder da equipa, optou por ficar com os iranianos. Todos os outros elementos estrangeiros, tanto jogadores como equipa técnica, a decisão não foi tomada em conjunto, cada um tomou a decisão que achava melhor para si. Acabámos por sair todos, exceto o 'mister'", assinalou o antigo jogador do Chelsea, que começou a trabalhar com Sá Pinto no APOEL, de Chipre, onde jogou durante mais de uma década.

"Eu vim ontem de manhã. Tanto eu como os jogadores e os outros membros da equipa técnica saímos de manhã em voos diferentes. Não houve nenhum perigo no processo, todos os acessos estavam livres. Os verdadeiros problemas são nas zonas mais centrais, onde existem as manifestações", complementou Nuno Morais.

"Nos últimos cinco dias que estivemos lá com o conflito, tivemos momentos de tensão, ajuntamentos de militares que assustavam, uma pequena manifestação perto de onde vivíamos, que nos deixou apreensivos, e o facto de não conseguirmos comunicar com ninguém", sublinhou o adjunto de Sá Pinto.

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"Sentimos medo, porque para além de estarmos dentro e não sabermos o que passa para fora, porque as comunicações eram controladas, o que conseguíamos receber da imprensa internacional e das comunicações com a família era de alarmar. O dr. André, por parte da embaixada, sempre nos deixou atentos a todas as possibilidades até ao momento disse toda a verdade e sempre deixou bem claro que era a nossa opção sair ou ficar e que a iria apoiar", continuou Nuno Morais.

"É uma hipótese que neste momento ainda não está em cima da mesa, queremos que as coisas se resolvam o mais rapidamente possível e aí iremos pensar. Somos todos diferentes e cada um irá tomar a sua opção", completou.

Refira-se que, no Esteghlal, para além de Sá Pinto e dos seus adjuntos, jogam oito futebolistas estrangeiros, entre os quais Antonio Adán, antigo guarda-redes do Sporting, e Munir, ex-avançado do Barcelona.

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