Estrelas “Paradas, bloqueadas e consumidas pelas saudades”: os dias difíceis da namorada e da melhor amiga de Maycon que se uniram para enfrentar a trágica morte do MC
Foi naquela madrugada de 31 de dezembro de 2025 que Raquel Coelho e Sofia Manique falaram pela última vez com Maycon Douglas. Durante mais de uma semana, as duas estiveram juntas na dor e acalentaram a esperança de o encontrar com vida. Mas, a 7 de janeiro de 2026, o corpo acabou por ser encontrado e tudo caiu por terra. De então para cá, a namorada e a melhor amiga do MC têm passado por dias muito complicados.
Quem o garante é a própria Sofia Manique, que partilhou, na madrugada desta sexta-feira, 13 de março, um arrepiante desabafo na rede social Instagram. “De todas as horas do dia, a noite é sem dúvida a mais dolorosa. Ou não consigo adormecer, ou adormeço e sonho contigo constantemente. Não sei o que me custa mais, se os sonhos bons, em que estou super feliz e quando acordo caio na realidade e a ferida é aberta novamente, se os pesadelos, que nem vou expressar como são”, começa por escrever.
Nestes momentos, a rapariga tenta fazer algo “para libertar” o que sente. “Ou escrevo e guardo para mim, envio áudios para ti, vejo fotos tuas vezes e vezes sem conta ou faço pequenas demonstrações aqui, como se de algo fosse servir. Contudo, naquele momento sinto que me dá um pouquinho, nem que seja ligeira, leveza”, prossegue.
"Dávamos tudo, mas tudo, para voltar atrás no tempo e ter-te nem que fosse por mais cinco minutos"
Um dos principais apoios de Sofia Manique tem sido Raquel Coelho. As duas já eram próximas e tornaram-se ainda mais após tudo o que acontecer. “A Raquel está num barco comigo em que nos fartamos de remar em conjunto e parece que a maré nos traz sempre para o lado oposto”, revela a artista. Mas há mais, a melhor amiga do MC tem já alguns rituais que partilha apenas com Raquel. “[Momentos] Em que te vimos constantemente em todo o lado e praticamente já só partilhamos uma com a outra. Sentimos que estamos paradas, bloqueadas e consumidas pelas saudades”, desabafa. E ainda garante: “Dávamos tudo, mas tudo, para voltar atrás no tempo e ter-te nem que fosse por mais cinco minutos.”
Todos estes dias têm sido difíceis de ultrapassar e Sofia Manique perdeu muitos hábitos que tinha antigamente. “Estou na fase em que sinto que não estou bem em lado nenhum, e ou tudo me incomoda, ou ignoro tudo. Estou sem meio termo, parece que muitas vezes sem rumo, por muito que saiba o quão quererias que fosse ao contrário”, solta, assegurando que tem tentado seguir em frente, mas não é fácil. “Todos os dias tem sido um passinho de cada vez, às vezes um para a frente e dois para trás. Contudo, não esquecendo para que direção é o caminho, pois sei que nos vais guiando com a luz que tanto brilhava em ti e vai brilhar para sempre em nós e na tua amada mãe. Mais do que perder uma companhia diária, é perder uma vida inteira pela frente. É inarrável a falta que fazes”, frisa.
Por fim, confidencia que ficou com alguns traumas até aos dias de hoje. “Antes adorava olhar para o mar, hoje a paz que outrora me transmitia, transformou-se em pensamentos nocivos. Não consigo ver Nissans Micras [o carro que o MC tinha e no qual caiu ao mar] à frente, até o toque das minhas SMS's, que eras a única pessoa que ainda enviava por ali”, finaliza.