Estrelas A recuperar de uma depressão profunda, Marcos Bastinhas assume ter ajuda psicológica e revela ter cavalgado sob efeito de medicamentos na praça de touros
Ao lado de Dália Madruga, Marcos Bastinhas providenciou uma atualização sobre a sua psique, após uma luta contra a depressão que chegou a trazer-lhe a vontade de tirar a própria vida e que o afastou das praças de touros.
Agora na SIC, o casal revelou que, com ajuda de especialistas, a situação estabilizou e que a nuvem negra que assolava o âmago do cavaleiro tauromáquico de 39 anos desvaneceu, sendo que, todavia, este ainda continua a recorrer a ajuda psicológica. "Estava um bocado fora, ia vivendo e tendo algumas noções, mas ia continuando a evoluir negativamente", disse, no programa 'Júlia', da SIC, após ser desafiado por Júlia Pinheiro a explicar que ilações conseguiu retirar acerca dos motivos que o fizeram descer até ao fundo do poço, a nível mental.
De seguida, frisou: "Continuo a fazer psicoterapia. Foi um conjunto e uma evolução de coisas e situações, um acumular de várias etapas que fui tendo que culminaram nisto. Depois, chegou a uma altura em que não tinha prazer. Também sentia que me estava a enganar a mim próprio e ao público também e isso não é correto da minha parte. Chegou a um dia numa corrida em que disse à Dália: 'Não pode ser mais'."
A deterioração da solidez psicológica de Marcos Bastinhas começou, segundo diz, a afetar a sua profissão: "Já vinha de muitas corridas atrás que ia aguentando, ia tomando alguma medicação para que conseguisse aguentar essa pressão, até que nessa corrida... Apesar de as corridas estarem sempre a correr bem. Disse que não podia ser, porque não estava a ter sentimento no que fazia e a transmitir essa paixão para as pessoas. Tive de parar e quando disse isso à Dália, ela concordou logo comigo."
Por isso, concede: "Sem dúvida que corri perigo, não vamos com a mesma disposição para dentro de uma arena, vamos com alguma medicação que nos pode tirar os reflexos e deixar-nos mais relaxados. Acho que depois de ter tomado essa decisão, senti-me mais aliviado. Com o passar deste tempo todo, tenho tido várias demonstrações de amor e mensagens de pessoas a dizer que as ajudei e que foi bom tê-lo feito, porque tornou a vida delas um pouco diferente, porque foram pedir ajuda."
Dália Madruga interveio para complementar as declarações do homem com quem está casada há uma década: "Agora, está muito melhor. Houve ali uma fase em que não o deixava sair sozinho, ia levar os filhos à escola e a seguir ligava-lhe a dizer onde estava: ele montava a cavalo e eu ficava sentadinha à espera. Durante o caminho de ir buscar os miúdos, apesar de ser perto, eu estava sempre a ligar. O pior é quando ele não me atendia o telefone. Tive muito medo."
No entanto, a atriz sublinha que, fruto do processo que abraçou para contrariar a espiral negativa em que se encontrava, a situação melhorou de forma considerável: "Agora, estou bem, já o vejo satisfeito, já voltou a montar, durante muito tempo, não tocava nos cavalos. Isto requer muita coragem, as pessoas têm uma ideia completamente errada do que é a saúde mental, é uma doença muito mais difícil do que partir uma perna. Ele aceitou pedir ajuda."
Marcos Bastinhas completou, antes de ser surpreendido com a presença dos filhos no formato vespertino da SIC: "Com a ajuda médica, que é muito importante para quem está nestas situações... é obrigatório pedir ajuda a alguém em quem se confie. É fundamental para as coisas poderem evoluir naturalmente e com calma, passo a passo, e as crianças foram percebendo também, fomos explicando aos poucos, tenho uma carta muito bonita da filha mais velha que guardei."
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