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Cristina Ferreira
Foto: TVI
Cristina Ferreira, Casa dos Segredos

Estrelas Lembra-se da polémica em que Cristina Ferreira disse que uma mulher "pôs-se a jeito"? ERC já tem decisão e a apresentadora não fica bem na fotografia

11 de Março de 2026 às 20:39
Entidade Reguladora Para a Comunicação Social já deu o seu parecer sobre o caso que motivou 33 queixas que visaram a diretora e a própria TVI

Foi a 2 de junho de 2025 que, em plena crónica criminal do ‘Dois às 10’, Cristina Ferreira abordou o caso de Conceição Figueiredo, de 69 anos, que terá sido assassinada pelo ex-namorado. Enquanto falava com os rostos da ‘Análise Criminal’, a apresentadora referiu: “Não sei se esta mulher depois do baile entrou num carro com ele, e aí é que se calhar se pôs a jeito para que isso acontecesse. Hoje em dia, é mesmo não confiar em ninguém, nem na pessoa em quem mais gostamos”, disse.

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Estas palavras geraram uma onda de críticas, com várias figuras públicas e anónimos a mostrarem-se indignados com as suas palavras. O caso deu, aliás, origem a 33 queixas na Entidade Reguladora para a Comunicação Social [ERC], “por comentários alegadamente discriminatórios em razão do género proferidos pela apresentadora do programa e ainda por terem sido emitidas imagens violentas.”

Agora, num relatório de 16 páginas, a ERC revela a sua deliberação, anexando todos os objetos que foram alvo de análise, desde as palavras de Cristina Ferreira às dos comentadores, bem como as imagens violentas que foram para o ar.

O regulador verificou que “a apresentadora do programa ‘Dois às 10’ proferiu declarações sobre um caso de feminicídio que transferem a responsabilidade para as vítimas de violência de género, desresponsabilizando os agressores”, para além de reiterar que um comentador do formato “estabeleceu uma relação de causalidade, no caso da agressão a uma mulher com facadas, responsabilizando a vítima.”

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Para a ERC, “evidenciar que declarações deste teor têm impacto na forma como a sociedade apreende o problema da violência de género e nas próprias vítimas por se verem responsabilizadas pelos atos de outrem.” Por isso mesmo, considera, neste caso, que “a TVI não pautou a sua atuação pela observância de uma ética de antena.” Desta forma, a estação deve “sensibilizar todos os seus profissionais para a importância de assegurarem discursos responsáveis, especialmente sobre matérias de grande relevo social, como a violência de género.”

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