A Minha Mãe com o Teu Pai Marido da concorrente de A Tua Mãe com o Teu Pai matou-se à sua frente e ela acredita que a quis matar também: o relato impressionante de Elsa
Elsa, participante de 'A Minha Mãe com o Teu Pai', programa da SIC apresentado por Júlia Pinheiro, fez, em conversa com Deborah e Daniela no quarto, um relato da sequência horripilante de eventos que levou a que o marido, com quem alega ter vivido uma relação abusiva, tivesse tirado a sua própria vida, tendo chegado a temer ser assassinada.
"Imagina o som de um tiro em casa. Foi um tiro na cabeça assim onde está a Deborah [à sua frente]. Eu não morri porque não calhou", começou por contar, descrevendo o inferno que afirma ter atravessado com o ex-companheiro: "Eu estava na minha casa quase refém, fechava-me no quarto porque tinha medo. Ele mandava-me mensagens de imagens de homens com a arma na própria cabeça."
"Isto foi depressão e eu disse-lhe: 'Ajudo-te, vamos a um médico'. Em uns dias dizia que ia, noutros não. É mesmo depressão: 'Sim, tens razão. Noutro dia dizia, vou cortar-te as pernas, não te dou divórcio nenhum. Se não és minha, não és de ninguém'", agregou. Por isso, cessou as tentativas de auxiliar o psique do companheiro: "Houve uma altura em que disse que não o ajudava mais, eram quase dois anos da minha vida que estava a tentar e ele não se queria tratar."
A mãe de Enzo explica que estes confrontos chegaram a redundar em violência física e que ela própria chegou a contemplar cometer um ato de loucura: "Quando os miúdos saíam de casa, não queria estar sozinha com ele. Houve um dia em que me deu um encontrão e um murro nas costelas e eu dei-lhe também, chegámos a violência física. Houve alturas em que me apeteceu mesmo deitar a toalha ao chão. Algumas vezes veio-me à cabeça."
"Houve um dia em que me deu um encontrão e um murro nas costelas e eu dei-lhe também, chegámos a violência física"
Elsa contou depois a conversa que culminou no instante em que o seu ex-companheiro dirigiu o projétil à sua própria cabeça, pondo assim fim à sua existência, revelando que acha que ele cogitou baleá-la antes do momento fatal: "'Tu vais mesmo divorciar-te de mim?', eu disse: 'Vou, já te disse, não temos hipótese'. Ele levanta a camisola, vi uma coisa brilhante. Só tive tempo de olhar assim e estás a ver aquilo que não vês nos olhos do género: 'Estou a um segundo de te matar e assim mato-me'. Nem deu para gritar. Os olhos dele diziam que o que ele queria fazer não foi o que efetivamente fez. Acho que no último segundo, alguma mão de Deus virou para ele, e ele deu um tiro assim na cabeça. Hoje se sentir cheiro a pólvora eu não esqueço."
Questionada sobre como foi a sua reação, a participante da experiência social louvou os seus instintos que impediram que os filhos se inteirassem do que havia acabado de suceder: "O primeiro instinto foi pôr a mão na boca. Dei um grito maior para dentro. Porque o meu instinto foi que não podia gritar, os meus filhos chegavam aqui e se alguém ia ficar traumatizado da imagem que estava a ver era só eu. Graças a Deus, não viram nada."
Em jeito de conclusão, Elsa explica que a personalidade que o marido demonstrou na reta final era muito distinta daquela que a fez apaixonar-se: "Ele não era assim no início, senão também não começávamos. Estas pessoas são manipuladoras. Sabem fazer aquela teia de te isolar."
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