1.ª Companhia Noélia sofreu com morte do irmão com trissomia 21: o relato da recruta da 1.ª Companhia sobre como a família o ajudou a ter uma vida digna e a pensão de 200 euros para o sustentar
Noélia Pereira perdeu o seu irmão, João, quando este tinha 21 anos, há cerca de uma década. Diagnosticado com trissomia 21, o familiar da concorrente da '1.ª Companhia' viveu uma vida sempre com limitações causadas pela condição, mas a família sempre fez questão de lhe providenciar com o melhor tratamento possível, até à sua morte num hospital, por uma broncopneumonia aguda.
"Foi mesmo um anjo desde que nasceu até falecer. Ele nunca falou. Tinha trissomia 21, tinha problemas de coração, tinha 95% de deficiência. Era acamado, não andava para cá nem para lá nem nada, só saía da cama quando o íamos buscar. Chamávamo-lo e ele saía e dava dois passos, cansava-se depressa", começou por relatar, numa conversa com Joana d'Arc.
"Quando chamávamos 'João' ele até olhava, mas até que olhasse levou uns quantos anos. O meu irmão faleceu aos 21 anos, nem tinha o crescimento normal, dava-me pela cintura. (...) Quando era para comer, percebia que era comida, dava três ou quatro passos, equilibrava-se pouco com ajuda, dava uns quantos passos e atirava-se ao chão. Os médicos diziam que ele tinha um coração de 80 anos", acrescentou.
"Foi uma bênção, é uma estrela. Ele andava na Fundação Irene Rolo, que é uma escola especializada para crianças com deficiência, pagávamos para ele lá estar, ia às nove da manhã e vinha às cinco da tarde. Daí ele se ter desenvolvido mais um bocadinho e a minha mãe já podia trabalhar mais descansada no campo", declarou a algarvia.
Quando a cantora a questionou sobre quando terá surgido a condição, Noélia explicou: "Foi à nascença, causado pelo parto também, a minha mãe era uma mulher do campo, pouco instruída, não se falava muito destas coisas. Quando ele nasceu, os médicos nem disseram grande coisa. Depois, a minha mãe e o meu pai andavam de comboio Faro abaixo e acima, Lisboa abaixo e acima, para cá e para lá nos primeiros tempos a tentar perceber o que se passava. Até que lhes disseram o que ele tinha, que já não dava para resolver e ir vivendo conforme está, deram medicação e pronto... Andou muito tempo em médicos depois de nascer, ele não foi logo operado ao coração, foi depois de nascer."
A concorrente continuou, relembrando: "Ninguém lhe dava 21 anos de vida, era sempre para baixo. Toda a vida usou fraldas, não eram comparticipadas, sempre do nosso bolso, eles davam uma pensão de 200 e poucos euros na altura. Isso é outra coisa que está mal no nosso País: se uma mãe tem de cuidar de um filho com aquele dinheiro... Isso devia mudar, há reformas milionárias e para quem tem deficiências o dinheiro é muito pouquinho. Era fraldas, sempre comida passada, nunca mastigou na vida inteira, papas, iogurtes, bananas esmagadas. Comia tudo, mas tinha de ser tudo moído, apanhava qualquer coisa na boca, mandava fora."
Noélia acabava também por cuidar do jovem: "Nós temos um terreno arrendado e temos outro que é nosso a oito quilómetros de Tavira. Quando iam para o outro terreno cuidar das alfarrobeiras ou do terreno mesmo, eu ou o meu irmão Filipe, mas mais eu, porque sou mulher, cuidava do meu irmão Joãozinho. Não deixava que estivesse sujo, tinha de lhe mudar a fralda, dar-lhe a papa, o lanche."
Anteriormente, no 'Big Brother – Duplo Impacto', a algarvia já havia revelado: "Assisti quase toda a minha vida a um irmão que não tinha saúde. É muito triste. É uma prisão para toda a família. Se os meus pais tivessem de ir a qualquer lado, tinha de ficar em casa para cuidar dele, porque a logística de o transportar para aqui ou para ali era difícil. Era muito complicado."
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