Estrelas O ano do duro recomeço: como a viúva Rute Cardoso tenta retomar a sua vida ao lado dos filhos após a trágica morte de Diogo Jota
O que Rute Cardoso, de 29 anos de idade, viveu em 2025 não cabe nos piores pesadelos. Poucos dias depois de se casar com o grande amor da sua vida, meses após dar as boas-vindas ao terceiro filho, a tão desejada menina, perderia da forma mais brutal o ‘seu’ Diogo Jota, que conheceu ainda na Escola Secundária, em Gondomar, e ao lado de quem construiria toda a sua existência.
A vida dos dois andou sempre a par e passo, ela abdicou dos seus próprios sonhos para o seguir pela Europa, ao mesmo tempo que viam a família crescer num cenário idílico, que era de sonho, até deixar de o ser. Se metade de 2025 parecia de outra galáxia, com a viagem à Finlândia, onde namoraram à luz de uma aurora boreal e o casamento de princesa, o dia com que há muito sonhavam, a segunda metade foi a tentar reconstruir no meio dos escombros, depois do acidente fatal que roubaria a vida ao internacional português e ao irmão, André Silva.
O mundo ficou em choque, mas para Rute o pesadelo estava apenas a começar. Tinha, de repente, tudo e todos a seu lado, menos a única pessoa que queria, mas foi talvez esta avalanche de apoio, e os três filhos, que precisavam de si e que a lembravam diariamente que a vida tinha de continuar, que a deixaram presa à vida. De um momento para o outro, deixou Liverpool. Não foi um adeus definitivo, mas um até já, uma necessidade de quem não se conseguia manter à tona sozinha, precisava do apoio dos mais chegados.
Mudava-se, então para casa da irmã, em Gondomar, onde passava a respirar um dia de cada vez, por vezes de hora em hora, sempre com o amor pelo marido, Diogo Jota, a mantê-la à tona. Entre homenagens e a continuação do seu legado, foi tantas vezes esta ligação que não deixou que a viúva ‘afundasse’ e foi também nos eventos relacionados com o futebolista que lhe vimos novamente o sorriso, ainda que ténue.
Talvez a passar por uma altura não de paz, mas de uma maior aceitação, Rute mostra-se determinada a criar os três filhos com a memória do pai presente e, a selar o ano, um momento comovente ficaria para a história: Rute voltaria a Anfield, em Liverpool, para ver os filhos entrarem em campo com os colegas do pai no jogo frente ao Wolverhampton (equipa onde Jota também jogou em Inglaterra). “Do fundo do meu coração, obrigado ao clube e a todos os adeptos pelo carinho, respeito e apoio demonstrado durante este momento incrivelmente difícil. As vossas mensagens e gestos significaram mais do que as palavras podem expressar”, escreveu nas redes sociais, numa publicação que gerou uma onda de comoção geral.
Os regressos a Inglaterra têm sido frequentes, não apenas para Rute tratar de questões pendentes, mas também porque Liverpool será sempre uma casa de memórias felizes para a viúva de Diogo Jota que, ao lá voltar, mantém também vivos esses tempos e criará os filhos a dar-lhes também uma sensação de aquela casa continuará a ser sempre deles.
Se os regressos a Inglaterra são sempre marcados por um grande frenesi mediático, com a imprensa britânica a acompanhar a par e passo os momentos em que Rute Cardoso está em Liverpool, em Portugal, e fora os atos públicos em que participa em homenagem ao falecido marido, a viúva do futebolista leva uma vida de quase anonimato, em Gondomar, de onde é natural.
Numa altura em que se tenta reerguer, o apoio dos amigos tem sido fundamental e houve um hábito que fez com que conseguisse desligar um pouco da dor, curiosamente o desporto. Rute tem corrido com frequência, muitas vezes já depois do cair do dia, e recentemente participou, inclusivamente, na prova São Silvestre, no Porto, onde correu com o número 20 (de Diogo Jota) no dorsal. Nas redes sociais, faria também uma homenagem ao cunhado com a legenda 20+10 (o número de quilómetros que correu e que era também o número que André Silva usava na camisola).
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