A Minha Mãe com o Teu Pai Júlia Pinheiro fica de boca aberta com história chocante de Ricardo, de A Minha Mãe com o Teu Pai, que acabou a viver na rua após ser expulso pela progenitora
Na emissão deste domingo de 'A Minha Mãe com o Teu Pai', Júlia Pinheiro ficou atónita com a história de Ricardo, que ficou a viver na rua durante três meses após ter sido expulso de casa pela sua mãe, numa altura em que se separou da mãe da filha, Daniela, que também entra no formato da SIC.
"Casei pela primeira vez, tinha 22 anos, era muito novo, estávamos a viver numa casa, entretanto a mãe da Daniela, da minha filha, ficou grávida. Saímos desta casa já tínhamos uma comprada, estávamos à espera de assinarmos o contrato", relatou o participante da experiência social, continuando: "Entretanto, como a outra foi vendida, fomos para casa da minha mãe. Lá, chegámos à conclusão de que nos íamos separar e a mãe da minha filha saiu de casa, a minha mãe queria aguentar o casamento e disse que, se ela saía, eu tinha de sair."
A apresentadora não escondeu a surpresa: "Isso é mais complicado do que imaginei! É forçado pela própria família..." Ricardo completou: "Fui convidado pela minha mãe a sair e com o orgulho que tenho saí e nunca mais entrei."
"Se as pessoas me metem num sítio, vou e não volto", agregou. Júlia pediu mais explicações: "A sua mãe convida-o para sair e a tal casa..." Ricardo diz: "Fica sem efeito. É assim que fico na rua."
"O Ricardo é tão teimoso que preferiu ir viver para a rua do que engolir o seu orgulho?", interrogou a comunicadora, com o participante a relatar "É verdade. Estive três meses e pouco. Dormia onde dava. Houve muitos amigos que me convidaram para passar uns dias, nunca aceitei por orgulho. Para tomar banho, não aceitei, por orgulho. Tomava banho na universidade, no Técnico, podia entrar como estudante. Ao fim de semana, pagava para ir para a piscina do 1.º de Maio, no Inatel."
" Dormia onde dava. Houve muitos amigos que me convidaram para passar uns dias, nunca aceitei por orgulho"
"Nunca deixou o seu trabalho?", perguntou Júlia Pinheiro. Aí, o técnico de máquinas de 'vending' afirmou: "Não, e trabalhava com o meu pai. Nunca me perguntou se estava bem ou precisava de alguma coisa uma única vez..."
"A minha filha nasceu uma semana depois de nos separarmos. Ela ficou com a minha ex-mulher", contou também Ricardo, que revelou as ilações que tirou desta experiência: "Foi aí que aprendi muito sobre aquilo que sei hoje e quero hoje para mim e aprendi a viver com pouco, a dar valor a comida. Naquela altura, comia mas com muita calma, não podia gastar dinheiro a comer o que me apetecia, porque o ordenado não chegava para tudo."
Depois, esclareceu como ultrapassou esta situação: "Tenho um casal amigo meu que tinha uma casa nos Olivais, compraram a casa, fizeram umas obras e não as acabaram. Emprestaram-me a casa. Foi aí que comecei a reerguer a minha vida do zero." Às interrogações de Júlia Pinheiro acerca destes tempos, disse: "Dormia na rua, mesmo. Nunca fui assaltado, nem violentado, mas senti insegurança e frio."
"Mas é que eu não sei como se vai trabalhar no dia seguinte? Como é que fazia? É preciso muita coragem", inquiriu Júlia Pinheiro, continuando: "Nessas noites em que tinha frio na rua o que pensava?" Ricardo não escondeu: "Não pensava. Chorava, porque estava sozinho."
Na sala, a filha, Daniela, desvendou que nunca se havia inteirado de toda a dimensão destes tempos idos: "Ele já tinha falado antes, mas desta forma foi a primeira vez que ouvi, ele não gosta muito de falar no passado."