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Estrelas "Quem devia ter morrido era eu". A revolta de Custódia Gallego com a morte do filho que a fez reconsiderar o desejo de viver

14 de Fevereiro de 2025 às 19:04
Atriz de A Promessa atravessou fase muito dolorosa com a perda de Baltazar
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Custódia Gallego, de 65 anos de idade, viveu um momento de dor intensa aquando da morte do seu filho, Baltazar, em 2018, vítima de um cancro. A atriz confessa que essa fase levou a que ficasse de costas voltadas com o mundo. 

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"Antes da morte do meu filho, entusiasmava-me por tudo. (...) Não deixo de ser a Custódia. A grande diferença é a maneira como encaro as coisas agora. Continuo entusiasmada, adoro fazer isto. (...) Mas, por exemplo, se eu tiver obrigações, ou coisas que tenho de fazer, pesa-me tudo", começou por afirmar, à 'Nova Gente'.

"Eu escolhi continuar a viver. Ser mãe não era o único objetivo da minha vida. Mas a partir do momento em que fui, passou a fazer parte da minha vida. Por isso, quando me deparei com uma realidade em que não pude fazer nada para manter aquela pessoa com a vida que ela queria ter é frustrante e desconsolador. E eu quero voltar a não sentir isso", disse ainda a atriz de 'A Promessa', da SIC.

"O que me dói é ele ter ficado sem a vida dele, não me dói eu ter ficado sem ele. Eu não me lembro de sentir pena de mim porque deixei de tê-lo. A minha sensação de injustiça é com a quantidade de coisas que ele tinha previstas", refere. Depois, fez uma confissão: "Podia não ter escolhido [viver]. (...) A primeira coisa que se pensa é que quem devia ter morrido era eu, porque eu já vivi e ele não". Questionada sobre se pensou nisso, frisou: "Claro que sim."

"A primeira coisa que se pensa é que quem devia ter morrido era eu, porque eu já vivi e ele não"

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"Revoltei-me com o universo quando o Baltazar partiu. Eu chamo universo a tudo o que está fora da minha mão",  contou a atriz de 'A Promessa', acrescentando: "Para mim, ele não morreu. Aquilo que acontece muitas vezes é usar a memória de conversas com ele ou de cosias que ele dizia, quando penso em algum assunto. Ou quando me vem à memória alguma coisa e dizer: 'Olha, o Baltazar disse isto'", realçou Custódia Gallego.

"Não evito revisitar, é só o que posso dizer. Por exemplo, hoje com o senhor do Bolt, quando vi que ele se chamava Baltazar com Z, deu-me um aperto", rematou.

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