1/8
Foto: DR
João Menezes agricultor
João Menezes, Agricultor
João Menezes, Agricultor

Quem Quer Namorar com o Agricultor Agricultor João Menezes alvo de denúncia à polícia por tentativa de agressão à diretora da creche do filho: a cronologia de um pesadelo que vai parar a tribunal

27 de Janeiro de 2026 às 08:54
Espaço de onde o pequeno Manuel João foi expulso por polémicas em que o pai esteve envolvido quebra o silêncio e explica tudo o que aconteceu e que está a dar que falar

A polémica em que o agricultor João Menezes está envolvido e que o opõe à creche que o filho, Manuel João, de 19 meses frequentava continua a dar que falar nas redes sociais. E, depois das queixas do ex-participante de ‘Quem Quer Namorar com o Agricultor’, a instituição em causa, o Lar dos Pequeninos, em Montemor, decidiu quebrar o silêncio e reagir a todos os ataques do agricultor.

PUB

Denunciando que as acusações feitas por João Menezes “colocam em causa o trabalho” da instituição e que, por isso mesmo, é importante “esclarecer alguns factos”, esta fonte oficial insiste que a “segurança das crianças é e sempre foi a nossa prioridade.” O caso denunciado pelo agricultor diz respeito a ‘Rita’, uma trabalhadora de tal instituição “exerce exclusivamente funções de lavandaria e logística, sem qualquer contacto com as crianças, e que é surda.”

“É importante dizer também que, apesar do que tem sido escrito, a Instituição tentou por várias vezes resolver esta situação de forma tranquila e respeitosa. No entanto, ocorreram episódios muito graves de desrespeito e agressividade verbal dirigidos a profissionais do Lar, inclusive na presença de uma criança. Estes factos estão a ser tratados pelas vias legais adequadas”, pode ler-se neste comunicado a que a TV Guia teve acesso.

Para os responsáveis do Lar dos Pequeninos o que está em causa “não é a segurança das crianças - porque essa nunca esteve em risco — mas sim a tentativa de transformar uma Instituição de Solidariedade Social num alvo público por cumprir aquilo que a lei e a consciência humana exigem: respeito, inclusão e dignidade.” “É profundamente injusto que uma Instituição que trabalha diariamente para proteger crianças e apoiar famílias seja atacada por cumprir a sua missão social”, considera.

PUB

Em seguida, a instituição aproveita para fazer uma cronologia dos acontecimentos e denunciar os comportamentos de João Menezes, desde o momento em que conheceu a creche e aprovou a entrada do filho neste espaço, a 23 de julho de 2025. No dia 3 de setembro, Manuel João começou a frequentar a instituição “e integra-se com êxito”.

Duas semanas depois, a 15 de setembro, Rita, a tal jovem “com deficiência” integra a equipa de profissionais “ao abrigo de um estágio de Inclusão Social a pessoas com deficiência”. Bastaram apenas mais 15 dias para que o ex-concorrente de ‘Quem Quer Namorar com o Agricultor?’ iniciar “uma série de queixas e outros ‘reparos’, que foram sempre ouvidos, explicados, entre várias reuniões, individuais e coletivas.”

O assunto começou a tomar outras proporções e, a 14 de outubro, houve mesmo uma reunião individual com João Menezes “para explicação da situação da Rita, também com a presença da CERCIMOR [Cooperativa Para A Educação, Reabilitação, Capacitação e Inclusão de Montemor-O-Novo]. A partir desta data, torna-se como principal queixa o facto de a Instituição ter incluído a ‘Rita’ como trabalhadora, ao abrigo do princípio de inclusão social”, explica a instituição.

No dia seguinte, a 15 de outubro, terá existido uma outra reunião em que os ânimos se exaltaram e em que a direção foi “tratada muito desrespeitosamente por João Menezes, quer por palavras, quer por gestos, onde todos os pretextos foram utilizados para desrespeitar e, nomeadamente, a questão da segurança das crianças, devido à existência da ‘Rita’”, pode ler-se no comunicado.

PUB

E foi por este motivo que, a 21 do mesmo mês, o advogado da instituição fez chegar ao agricultor uma carta em que o informou de que existia uma “proibição temporária de entrada na creche” por um determinado período, sendo que o filho e a mãe seriam livres de entrar.” Todavia, a suspensão “nunca foi cumprida, o que a Instituição, a bem de uma relação pacifica ignorou.”

Só que, com o passar do tempo, João Menezes realizou mais três queixas no livro online em que desqualificou “o corpo técnico e a Instituição.” E foi já em janeiro deste ano, mais precisamente no dia 7, que os ânimos se exaltaram. Desta vez, a “diretora técnica comunicou a João Menezes que perante tanta queixa e descontentamento com a creche, não haveria condições para manter o filho na mesma, e que seria preferível procurar outro infantário para o filho.”

Só que João Menezes não aceitou tranquilamente esta decisão e, “após perguntar se havia câmaras” - que não existem - “e com o filho ao colo, João Menezes inicia uma cena de agressividade verbal sem limites e quase física se não o tivessem impedido”, explicam os responsáveis. Esta foi a gota de água para o caso seguir agora para a justiça. “Esta situação deu, evidentemente, azo a uma queixa na GNR e à atribuição do estatuto de vítima à diretora técnica, por agressões de João Menezes”, remata o mesmo comunicado.

PUB

Últimas

Pode gostar de ler...

Mais Lidas