Estrelas Após a prisão e confissão do homicida, quais os próximos passos do Caso Maria Amaral: o papel fundamental da autópsia e as respostas que faltam
Já não restam dúvidas: Maria Amaral, de 54 anos de idade, foi morta pelo antigo inquilino, José, de 35 anos de idade. Não se sabe ao certo o tipo de relação que teriam atualmente – se estritamente profissional ou se algo mais do que isso – mas restam poucas dúvidas de que foi este homem quem lhe tirou a vida.
O próprio confessou o crime e, levado a primeiro interrogatório judicial, que decorreu no tribunal de Loures esta segunda-feira, 2 de fevereiro, assumiu que estaria obcecado com a vítima, mas que a morte teria sido acidental. Para além disso, justificou que limpou a casa e enterrou o corpo com pânico de ser apanhado pelas autoridades. Esta teoria não terá convencido as autoridades que decidiram manter José em prisão preventiva a aguardar julgamento
A investigação entra agora numa nova fase. De acordo com Carlos Anjos, ex-inspetor-chefe da Polícia Judiciária e comentador da CMTV, há ainda vários factos para apurar, nomeadamente, “saber exatamente em que circunstâncias é que ocorreu a morte.” “O que não sabemos ainda, porque ainda não foi apurado ainda, é se ficamos no homicídio simples, porque ainda não houve o resultado da autópsia, ou se vamos para homicídio qualificado”, descreve. Aliás, este é um dos pontos fulcrais para perceber o futuro de José. “A diferença [de penas aplicadas] é grande, pode ir dos 16 anos ou pode ir até aos 25”, acrescenta.
A autópsia representa, por isso mesmo, um papel fundamental para o desenrolar da investigação. Carlos Anjos acredita que “não haverá dúvidas” de que foi “uma agressão” e que o suspeito deverá ter relatado que “não se encontrou” com Maria Amaral em casa “para a matar, mas que foi uma discussão quando se encontraram.” “Pode valer a questão de homícidio simples ou de ser homicídio qualificado se houvesse premeditação”, assegura.
Dúvidas a que a autópsia dará resposta. “Vai-nos dizer se foi morta à pancada, se foi morta com uma facada, se foi a tiro, como é que foi. E pode-nos até dizer outras coisas, nomeadamente se ela quando foi enterrada naquele buraco estava já morta ou não, ou se estava apenas desmaiada, sem sentidos”, frisa Carlos Anjos.
E, aquilo que o suspeito pode ter dito às autoridades até pode ser desmentido com os resultados deste exame médico ao cadáver. “A autópsia nesta matéria vai-nos então confirmar se a versão que ele apresentou desta matéria se é correta e se os ferimentos que ela tem se enquadra com a versão dele ou se, por outro lado, há uma disconexão entre o que ele conta como ela morreu e aquilo que o cadáver vai referir o estado em que está”, frisa. Os próximos dias serão, por isso mesmo, fundamentais para se apurar a verdade.
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